ThyssenKrupp aposta no potencial do Brasil e EUA

Publicado por Administrador 23 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

A empresa alemã de siderurgia e engenharia ThyssenKrupp afirmou que ainda está convencida sobre o potencial de suas novas usinas no Brasil e nos EUA, apesar de a construção das fábricas ter sido muito mais cara do que o originalmente planejado. “Nós estamos convencidos de que o mercado americano oferece perspectivas promissoras para nossos produtos de aço plano premium”, declarou o executivo-chefe, Heinrich Hiesinger, aos acionistas da empresa durante a reunião anual geral realizada hoje.

No entanto, Hiesinger não respondeu diretamente a recentes relatos da imprensa que especularam que as unidades da ThyssenKrupp no Brasil e nos EUA poderiam ser vendidas. O executivo disse que a companhia está trabalhando duro para finalizar as fábricas e acrescentou que os custos das novas unidades terão de ser “otimizados”.

Hiesinger também reiterou que os resultados da ThyssenKrupp no primeiro trimestre fiscal de 2012 – que terminou em 30 de setembro – ficaram consideravelmente abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. O desempenho fraco foi devido principalmente à queda nos volumes de vendas e nos ganhos em sua divisão de aço na Europa, que tem sofrido com a pequena demanda em razão do ambiente econômico incerto.

Um sólido desempenho na divisão de tecnologias – que fabrica produtos como elevadores e embarcações – foi contrabalançado pela redução dos lucros na unidade de aço europeia e pelas contínuas perdas na unidade de aço das Américas. As informações são da Dow Jones.

Da CNM/CUT

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Novo salário mínimo beneficia mais a classe C

Publicado por Administrador 16 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

Cálculos da consultoria Datapopular indicam que os consumidores da classe C serão os principais beneficiários do aumento do salário mínimo, já em vigor.

Neste mês, o piso nacional foi reajustado em 14,13%, para R$ 622. Segundos a consultoria, isso representará um incremento de R$ 63,98 bilhões na economia.

A maior parte desse valor, R$ 48,3 bilhões, vai ser incorporada ao orçamento das famílias da classe C.

Segundo o coordenador do Datapopular, Renato Meirelles, isso deverá ocorrer porque muitos trabalhadores que têm emprego com carteira assinada e ganham um salário mínimo integram a chamada classe C.

Nas contas do Datapopular, famílias cuja renda doméstica somada é, em média, R$ 2.341 estão na classe C. Esses recursos adicionais serão despejados no consumo, prevê Meirelles.

“Essas famílias usaram o 13º para pagar dívidas e, agora, esse dinheiro novo dará fôlego aos consumidores.”

É o caso do auxiliar de escritório Fernando dos Santos, 19. No primeiro emprego com carteira assinada, Fernando quer usar o dinheiro extra para pagar dívidas de Natal e, depois, se tudo correr bem, financiar uma moto.

“Moro no Jardim Elisa Maria [na Brasilândia, na zona norte da cidade de São Paulo], levo mais ou menos uma hora para ir ao trabalho e uma hora para voltar. Quem sabe não uso a moto para ir para o trabalho?”, planeja.

Com o salário, ele ajuda a mãe com os gastos em casa e quer terminar o ensino médio – ele está no segundo ano- para tentar uma vaga na universidade: quer ser analista de sistemas. “E ganhar melhor”, planeja.

Os serviços, diz Meirelles, também estão na mira do consumo dessas famílias.

“Em 2001, de cada R$ 100 gastos por essas famílias, R$ 49 eram usados em serviços. No ano passado, foram R$ 65 em cada R$ 100″, diz.

Ainda segundo os cálculos da Datapopular, os consumidores de classes mais altas vão absorver R$ 3,19 bilhões, por conta do primeiro emprego e estágios dos jovens desse estrato econômico.

Já os de classes de renda mais baixas, das faixas D e E, absorverão R$ 12,47 bilhões. Menos do que a classe C, diz Meirelles, devido à menor formalização no trabalho.

O economista José Márcio Camargo, da Opus Investimentos, é crítico desse incremento econômico. “Esse dinheiro tem que sair de algum lugar. As empresas vão ter que deixar de comprar, de investir, para arcar com esses custos adicionais.”

O resultado, diz, é que a renda total – e o consumo – não deverá aumentar tanto quanto se prevê com o aumento do salário. “Com um lucro menor, as empresas poderão gerar menos empregos”, afirma.

Da Folha de S. Paulo

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Dilma: gerar emprego e aumentar renda são prioridades em 2012

Publicado por Administrador 9 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (9) que, em 2012, o governo pretende gerar mais renda, mais emprego e mais crescimento para o país. Segundo ela, o ano já começou com o que chamou de “boa notícia” – o aumento do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622.

“O aumento do mínimo é importante porque as famílias vão poder consumir mais e viver melhor. Com isso, vão criar mais demanda para nossa indústria, nosso comércio e o setor de serviços, mantendo o dinamismo e a roda da nossa economia girando para que o Brasil continue a crescer”, destacou.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que quase 40 milhões de brasileiros serão diretamente beneficiados pelo reajuste do salário mínimo. Desses, 20 milhões recebem a quantia exata estipulada pelo governo. Há também cerca de 20 milhões de aposentados e pensionistas que recebem o mesmo valor.

“Ou seja, dois em cada três aposentados receberão o reajuste. Para você ter uma ideia, esse aumento vai fazer circular cerca de R$ 47 bilhões na economia por causa do salário mínimo”, ressaltou.

A presidenta destacou ainda o reajuste de 4,5% na tabela do Imposto de Renda, que vai proporcionar um desconto maior no contracheque já a partir deste mês. Segundo ela, são 25 milhões de contribuintes pagando menos imposto, além de 800 mil isentos.

Dilma lembrou que as novas regras do Supersimples também entram em vigor em janeiro – para se enquadrar como microempresa, o limite de faturamento anual passou de R$ 240 mil para R$ 360 mil e, no caso de pequenas empresas, de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões.

“No final do ano passado, também reduzimos o imposto sobre produtos da linha branca, que são geladeiras, fogões, máquinas de lavar, entre outros. Essa redução continua valendo até março”, disse. “Nos orgulha muito sermos a sexta maior economia do mundo, mas nosso objetivo é garantir aos brasileiros mais renda e mais emprego.”

Da Ag. Brasil

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Participação do trabalho na renda nacional cresceu 14% entre 2004 e 2010

Publicado por Administrador 5 agosto, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A participação do rendimento do trabalho na renda nacional aumentou 14,4%, entre 2004 e 2010. Isso foi possível porque a renda per capita anual dos brasileiros cresceu em média 3,3% e houve melhora do índice da situação geral do trabalho a um ritmo de 5,5% ao ano. 

A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que divulgou nesta quinta-feira (4) o estudo Natureza e Dinâmica das Mudanças Recentes na Renda e na Estrutura Ocupacional Brasileira, que também constatou uma queda de 10,7% no grau de desigualdade na distribuição da renda do trabalho no período. 

O estudo cobre um período de 50 anos, abrangendo as transformações na estrutura social brasileira a partir dos anos 1960 até o atual momento, destacando as características das mudanças, suas causas e efeitos e a singularidade do momento recente. Ele analisou o comportamento do emprego e da renda no país, dividido em três períodos: 1960 a 1970, 1981 a 2003 e a partir de 2004. 

O estudo constatou, por exemplo, que na década de 1960, embora o país apresentasse um ritmo de expansão da renda per capita extremamente forte, média de 4,6% ao ano, a participação do rendimento do trabalho na renda nacional caiu 11,7%, enquanto o grau de desigualdade ns distribuição da renda do trabalho aumentou 21,9%. 

O período de 1981 a 2003 apresentou uma renda praticamente estagnada para o conjunto da população, com média anual de apenas 0,2% de alta, o mesmo ocorreu com a distribuição de renda que apresentou redução de 0,1%. 

Para o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o padrão de transformação social vivido pelo Brasil é positivo devido à redução da desigualdade e ampliação da participação dos salários na renda nacional, com a elevação do emprego, especialmente o formal. 

Na avaliação de Pochmann, as transformações estão associadas a razões diversas que incluem alterações na estrutura produtiva do país. “Hoje o setor terciário responde pela principal fatia da geração de emprego. No entanto, estas ocupações geradas são ocupações vinculadas a remunerações relativamente baixas – em torno do salário mínimo – e chegam a responder por 95% dos postos de trabalho que o Brasil gerou na década de 2000”. 

Pochmann ressaltou, no entanto, que foi exatamente o aumento do nível de emprego em torno do valor do salário mínimo que exerceu influência positiva na redução da pobreza. “Nós tivemos uma ampliação do número de postos de trabalho com salário menor, em torno do salário mínimo, e foi este conjunto de vagas que permitiu a entrada no mercado, do trabalhador oriundo de uma condição de extrema pobreza. É preciso lembrar, ainda, que o salário mínimo teve uma recuperação real, permitindo que esses trabalhadores e suas famílias saíssem da condição de extrema pobreza”.

Ele alertou, porém, para o fato de que a sustentação dessas “transformações exitosas” que o Brasil vive no período recente, depende, cada vez mais, da preparação e qualificação da mão de obra para a ocupação dos postos de trabalhos, mas também da capacidade de antecipar quais setores gerarão mais empregos, “porque se não tivermos bons empregos, muitas vezes a qualificação da mão de obra não será suficiente para manter este padrão de redução das desigualdades e ampliação da participação da renda do trabalho no conjunto da renda nacional”.

Da Agência Brasil

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Renda de analfabetos e negros foi a que mais cresceu

Publicado por Administrador 3 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A pesquisa sobre Desigualdade de Renda na Década, divulgada hoje (3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que a renda dos analfabetos cresceu 47% entre 2000 e 2009, enquanto a renda das pessoas com ensino superior incompleto caiu 17%.

O estudo mostra também que a renda dos negros cresceu duas vezes mais do que a dos brancos, nos últimos 10 anos. No primeiro grupo, a renda ficou 43% maior e, no segundo, o crescimento foi de 21%. A renda das pessoas pardas cresceu 48%. Os estados do Nordeste foram os que mais cresceram em termos de renda per capita (por pessoa).

O coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, atribuiu os resultados à redução da desigualdade no país na última década, que caiu em mais de 50%. Em 2010, a desigualdade ficou 16% menor.

“A desigualdade no Brasil está no seu mínimo histórico, a um nível menor que na década anterior, a de 60. Ainda é um nível inaceitavelmente alto. Agora, a desigualdade no Brasil pode continuar caindo e os pobres poderão viver um crescimento chinês ainda por algum tempo, apesar da economia não apresentar uma dinâmica de crescimento tão forte”.

No Maranhão, o estado mais pobre apontado na pesquisa, a renda cresceu 46%, enquanto em São Paulo, o estado mais rico, o crescimento foi de 7%. Neri explicou que, com exceção do aumento da renda entre analfabetos, o efeito educação e de programas sociais foram as principais contribuições para a redução da pobreza na maioria dos casos.

“A renda dos 20% mais pobres em idade ativa teria crescido 55% só pelo efeito educação. Então, este é disparado o principal efeito, seguido de programas sociais”.

Segundo a pesquisa, a renda das mulheres em idade ativa cresceu 38% no período estudado enquanto o crescimento da renda dos homens foi de 16%. Os efeitos esforço de trabalho e contribuição de programas do governo foram os fatores identificados para esse crescimento.

“As mulheres estão mais presentes no trabalho e trabalhando mais horas e esse crescimento se reflete no aumento da renda. Mas auxílios como o Bolsa Família para as mulheres também contribuíram um pouco para esse resultado”, esclareceu o economista.

Agência Brasil

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Brasil tem milhões de pessoas em situação de extrema pobreza

Publicado por Administrador 3 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal.

Anunciada hoje (3), a linha estipula como extremamente pobre as famílias cuja renda per capita seja de até R$ 70. Esse parâmetro será usado para a elaboração das políticas sociais, como o Plano Brasil sem Miséria, que deve ser lançado em breve pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

De acordo com a ministra do MDS, Tereza Campello, o valor definido é semelhante ao estipulado pelas Nações Unidas.

Para levantar o número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE levou em consideração, além do rendimento, outras condições como a existência de banheiros nas casas, acesso à rede de esgoto e água e também energia elétrica. O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos.

Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não tem nenhuma renda e 11,4 milhões tem rendimento per capita de R$ 1 a R$ 70.

SMABC

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Com mais renda, brasileiros agora tem carro com mais conteúdo

Publicado por Administrador 26 abril, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O número de carros novos no Brasil equipados com ar-condicionado triplicou. Itens como trio elétrico, direção hidráulica, câmbio automático, airbag e freio ABS também estão cada vez mais presentes nos modelos vendidos no País. Além de comprar mais, movimento que ocorre há sete anos consecutivos, os brasileiros adquirem modelos mais equipados, revelando outra face do aumento da renda da população.

No país do carro popular, a direção hidráulica e o vidro elétrico eram itens opcionais instalados em cerca de 20% a 30% dos carros novos há pouco mais de dez anos. Hoje, caminha para 100%, afirma Flávio Campos, diretor de engenharia da fabricante de autopeças Delphi e diretor regional da SAE Brasil. “Com renda melhor, o consumidor pode buscar mais conforto no carro.”

Estudo feito pela Delphi mostra que, de 2004 para 2010, saltou de 1 milhão para 3 milhões o total de veículos vendidos no Brasil e na Argentina com ar-condicionado. Campos soma os dois países porque boa parte dos modelos feitos no Brasil é vendida no vizinho e vice-versa.

O airbag e o ABS, praticamente ausentes nos automóveis há sete anos, em 2010 equipavam cerca de 1 milhão dos modelos adquiridos por brasileiros e argentinos. O rádio, antes instalado no mercado paralelo, por ser mais barato, hoje sai de fábrica em grande parcela dos veículos.

Para o diretor de marketing da General Motors, Gustavo Colossi, equipamentos que eram opcionais, vistos como de luxo, passaram a itens de conforto e tornaram-se necessidade.

Ar-condicionado, diz ele, é o melhor exemplo. Carros na faixa de preço de R$ 40 mil saem de fábrica com o equipamento, mas há cinco anos eram opcionais. Colossi ressalta também a questão regional. No Nordeste, de 80% a 90% das vendas de modelos básicos, como Celta e Classic, têm ar, por causa do clima quente. Nas grandes capitais, é visto também como item de segurança, pois permite ao condutor manter o vidro fechado.

A direção hidráulica, antes disponível em modelos top de linha, começa a sair de fábrica em carros mais em conta, como o Prisma, que custa a partir de R$ 31 mil. O airbag duplo, até pouco tempo instalado só em modelos de luxo como Vectra e Omega, vendidos entre R$ 60 mil e R$ 128 mil, agora é de série em versões do Agile que custam cerca de R$ 45 mil.

“Em todos os modelos na faixa de R$ 90 mil, como o Malibu, a transmissão automática agora é mandatória”, diz Colossi, ao citar outro exemplo. Há oito anos, o Omega, importado da Austrália, tinha câmbio manual.

Na linha Honda, composta por Fit, City, Civic, Accord e CR-V, com preços entre R$ 54,9 mil e R$ 144,5 mil, 67% das vendas são de versões com transmissão automática, participação que era de 51% em 2006.

Parcelas diluídas. Henrique Sampaio, gerente de marketing de produto da Volkswagen, comenta que a facilidade no crédito também colabora para ampliar a frota de carros mais equipados, pois o custo maior é diluído nas parcelas. Por ordem, os clientes da marca demandam direção hidráulica, ar-condicionado e pacote elétrico.

De 2005 para cá, as vendas de veículos Volkswagen com direção hidráulica aumentaram 230%. Com ar-condicionado, a alta foi de 200% e com trio elétrico, de 150%.

Ao se darem conta do aumento da demanda pelos chamados opcionais, as montadoras criaram kits com vários itens. Se, de um lado consumidores reclamam de ter de adquirir um “pacote”, quando querem, por exemplo, apenas o ar-condicionado, por outro, o preço do conjunto sai em média 30% a 35% mais barato do que se fossem adquiridos separados, calcula Sampaio.

Maior demanda também reduz preços. Há cerca de dez anos, o sistema de airbag estava apenas nos carros importados e custava cerca de R$ 10 mil. “Hoje, oferecemos por R$ 1 mil em alguns modelos”, diz Sampaio. A obrigatoriedade do equipamento de segurança, assim como do ABS – que está sendo adotada de forma escalonada desde o ano passado – , também tende a reduzir custos.

Outros itens que começam a cair no gosto do consumidor, na opinião de Sampaio, são o sensor de estacionamento (em média R$ 700) e câmbio automatizado (R$ 2,5 mil). Itens de tecnologia e comunicação, como computador de bordo e GPS também estão sendo requisitados pela camada mais alta de consumo, afirma Cláudia Reichel, gerente de pesquisa de mercado para a Ford América do Sul.

Salto

O mercado brasileiro saiu de venda anual de 1,57 milhão de veículos em 2004 para 3,5 milhões no ano passado. Para este ano, a previsão das montadoras é de chegar a quase 3,7 milhões.

CNMCUT

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Inflação para famílias de baixa renda aumenta em março

Publicado por Administrador 6 abril, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais de até 2,5 salários mínimos, subiu para 0,80% em março, ante a taxa de 0,32% registrada em fevereiro. O índice é apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e, segundo nota divulgada hoje (6) pela instituição, no primeiro trimestre do ano já acumula alta de 2,53% e de 6,16% nos últimos 12 meses.

A variação do IPC-C1 de março ficou acima da taxa de 0,71% do Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) no mesmo período.

De acordo com a FGV, a maior contribuição para o avanço do IPC-C1 em março veio dos grupos alimentação (de 0,05% para 1,51%), com destaque para os itens hortaliças e legumes (de 3,05% para 7,78%); vestuário (de -0,20% para 0,75%); saúde e cuidados pessoais (de 0,11% para 0,48%); e educação, leitura e recreação (de 0,25% para 0,48%).

Com recuo nas taxas de variação, ficaram os grupos transportes (de 0,89% para 0,13%); despesas diversas (de 2,02% para 0,05%); e habitação (de 0,38% para 0,25%).

Para o cálculo do IPC-C1, a Fundação Getulio Vargas coleta preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda mensal de até 2,5 salários mínimos nas capitais Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife e Belo Horizonte.

Monitor Mercantil

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Reforma tributária deve contribuir para distribuição de renda

Publicado por Administrador 22 março, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Uma reforma tributária que contribua para a distribuição de renda é o tema de um seminário internacional em Brasília (DF). A organização do evento iniciado nesta segunda-feira (21) é da CUT, com a presença de acadêmicos e parlamentares. Os debates prosseguem nesta terça-feira (22).

Segundo a CUT, a maior meta para a reforma tributária é possibilitar a distribuição de renda e tornar a estrutura de tributos progressiva, além do estímulo à produção. Entre os pontos defendidos, estão a eliminação da cobrança do imposto de renda sobre aposentadorias; a dedução do imposto de renda para gastos com aluguel, planos de saúde, e educação; redução dos impostos de produtos de consumo popular e aumento da tributação de itens de luxo, entre outros.

Para o professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp) Anselmo Luiz dos Santos, um dos integrantes da mesa inicial do seminário, a questão fundamental na discussão de reforma tributária é o avanço socioeconômico em conjunto com a inclusão social e redução de pobreza. “A reforma tributária tem que considerar aspectos econômicos que possam impulsionar o desenvolvimento da produção e a capacidade do estado de ter recursos para promover a redução da pobreza”, declarou, em entrevista ao Jornal Brasil Atual.

A diferença entre os tributos também é assunto grave no país, na visão do professor. “A estrutura tributária no país é desproporcional, onde os pobres pagam mais impostos do que a população mais rica. Ao contrário do que é o sistema na Europa, a nossa ainda contribui para ampliar a desigualdade. Precisamos criar estrutura tributária progressiva. Se eles podem pagar mais, que paguem mais”, pontuou.

Entre os convidados, estão o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, o deputado federal Cláudio Puty (PT-PA), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio.

Da Rede Brasil Atual

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Brasil tem 63 mil milionários com R$ 371 bi aplicados

Publicado por Administrador 8 fevereiro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Os brasileiros de alta renda – aqueles com pelo menos R$ 1 milhão em aplicações – fecharam 2010 com R$ 371 bilhões investidos nos bancos, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) sobre o mercado de private banking. Na comparação com o ano anterior, houve crescimento de 23% no total de ativos aplicados. O private banking corresponde à área dos bancos que atua na gestão de patrimônio e consultoria de investimentos.

Houve crescimento tanto no volume de recursos investidos nos bancos quanto no número de brasileiros milionários. O presidente do Comitê de Private Banking da Anbima, Celso Portásio, destaca que a alta é puxada pela expansão da economia, que gera aumento da renda e aquece o setor empresarial. Com isso, aumentam as fusões e aquisições e as aberturas de capital, gerando novos milionários no País. Geralmente, são famílias que vendem ações de empresas ou participações em companhias fechadas. No ano passado, houve alta de 11% no total de milionários no Brasil, para 63.224 pessoas.

Os produtos preferidos dos milionários para aplicar recursos são fundos de investimento, que ficaram com R$ 162,2 bilhões dos ativos desses investidores em 2010. Papéis de renda fixa, como títulos públicos emitidos pelo governo, respondem por R$ 118,6 bilhões. Já as ações de empresas lançadas na Bolsa ficam com R$ 68,2 bilhões. Os recursos restantes estão investidos em outros produtos, como poupança e planos de previdência, segundo o levantamento da Anbima.

Risco

Portásio destaca que os milionários preferem aplicações um pouco mais arriscadas, quando comparados com o investidor comum. Um exemplo são os fundos multimercados, que respondem por 50,7% das aplicações dos endinheirados em fundos de investimento. Na média geral do setor, a participação desses fundos, que aplicam em ações, renda fixa, câmbio e derivativos, é de 28%.

A distribuição nacional dos recursos dos milionários indica que São Paulo, maior cidade do País, concentra a maior parte das aplicações, com 55,3% dos recursos. No Rio de Janeiro, estão 18,3%, em Minas Gerais e no Espírito Santo, 5,8%. O Sul responde por 13%, seguido pelo Nordeste, com 5,5%, e pelo Centro-Oeste, com 1,8%. O Norte apresentou número muito pequeno de clientes de alta renda (0,3%).

Portásio avalia que a participação maior de São Paulo é natural, pois o Estado tem a maior riqueza do País. No entanto, outras regiões estão mostrando crescimento na participação dos recursos, como Rio de Janeiro, Centro-Oeste e Norte.

Os dados da Anbima foram coletados com os próprios bancos. Esta é a primeira vez que a entidade divulga informações anuais do mercado de private banking. O objetivo da entidade é fazer estatísticas regulares desse mercado, que até o ano passado não tinha dados consolidados. Ao todo, 22 bancos passaram informações à Anbima.

Da CNM/CUT

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