“Um ano com bons resultados”

Publicado por Administrador 30 novembro, 2011 (1) Comentário Imprimir

O ano de 2011 começou com a crise da Busscar aumentando, mas os salários da categoria mecânica também. Na campanha salarial conquistamos 7,5% de aumento salarial, com 1,2 ponto percentual de ganho real sobre a inflação, o que representa 19% sobre o INPC do ano anterior. Ainda não é o ideal, mas mantém o poder de compra dos companheiros e companheiras. Agora já começamos a planejar a próxima campanha salarial 2012/2013. E vamos precisar muito da sua participação para avançar mais!

No caso Busscar, que além da dívida com os trabalhadores também deve muito ao Sindicato por descontos feitos em folha e não repassados para pagar os convênios, conseguimos pressionar com as ações fortes do nosso departamento jurídico, impecável na luta pelos direitos da nossa companheirada.

Graças às ações, a empresa se obrigou a pedir a recuperação judicial diante do inevitável leilão dos seus bens que já estavam até marcados pela Justiça do Trabalho. E ainda vamos avaliar se isso será bom ou não aos trabalhadores, com muita transparência e dinheiro no bolso de cada pai e mãe de família.

Realizamos os torneios de dominó, de futsal, melhoramos os atendimentos e convênios oferecidos, investimos em melhorias na Colônia de Férias para que os associados sejam ainda melhor recebidos, organizamos e realizamos as eleições para a nova direção do Sindicato, que assumirá em março de 2012, sem contar as assembleias nas empresas, conquistas de melhorias salariais e de carreira em várias empresas. Por isso concluímos que trabalhamos muito com toda a equipe para dar o melhor aos associados e toda a categoria mecânica.

Com desejos de um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo, agradecemos a todos o apoio e atenção durante todo o ano. Que venha 2012 com muita paz, saúde e vitórias para todos e todas!

A Diretoria e Equipe do Sindicato

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Participação nos lucros revela receita das empresas

Publicado por Administrador 18 maio, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Mesmo com as queixas sobre queda na demanda, em decorrência da crise econômica mundial, empresas de todos os setores instaladas na região, pagam volumosas quantias a título de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) aos trabalhadores.

“A crise econômica virou desculpa para tudo, tem muitas empresas se aproveitando do momento para demitir profissionais e readequar o quadro de funcionários, mesmo sem necessidade. A verdade é que, apesar de reduzido, o ritmo da economia ainda dá sinais positivos”, destacou o economista Ricardo Bonatto.

Exemplo dos bons resultados, algumas vezes ‘camuflados´´ pelas empresas, foi o valor da primeira parcela de PLR pago aos funcionários da Volkswagen: R$ 3.500. O valor, 15% maior do que o ano passado, mostra que os negócios não andam tão mal. “A PLR é um bom medidor de receita”, destacou Bonatto.

Na Scania, em São Bernardo, 2.900 trabalhadores receberam R$ 9.522,73 referentes a PLR no ano passado. Os valores a serem pagos neste ano, no caso das montadoras – com exceção da Volks -, ainda estão sendo negociadas com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Químicos
– Os químicos, representados pelo Sindicato dos Químicos do ABC – cerca de 40.000 – recebem PLR. A categoria tem assegurado, em acordo, o pagamento mínimo de R$ 550 dividido em duas parcelas iguais, sendo metade até dia 31 de junho e a outra 30 de março.

No setor farmacêutico
– com cerca de 5.000 trabalhadores na região -, a base de cálculo é diferente. Para empresas com até 100 empregados, o valor mínimo é de R$ 800. Para estabelecimentos com mais de 100 empregados, o benefício mínimo é de R$ 930.

História
– O coordenador técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos), Airton Castilho Mello, destacou a importância do benefício. “A participação dos trabalhadores nos lucros ou nos resultados das empresas é um item presente na Constituição brasileira desde 1946, mas, fora algumas poucas experiências, só começou a ser negociada a partir de 1994″, explicou.

A PLR ganhou força em meados dos anos 90, em função da política de combate à inflação brasileira, baseada no aprofundamento da abertura da economia e no barateamento das importações. Essas medidas trouxeram impactos sobre as empresas, forçando-as a reduzir os custos e aumentar a produtividade. “O setor industrial foi o primeiro, mas o comércio e os serviços, também estão submetidos à lógica do aumento da competitividade”, lembrou o técnico.

Do Diário do Grande ABC

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