Santa Catarina recebeu conferência de Emprego e Trabalho Decente
Pela primeira vez na história Santa Catarina promove um amplo processo de diálogo social sobre os temas do mundo do trabalho. A 1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente, precedida de 5 regionais, reuniu no dias 31 de outubro e 1º de novembro, em Balneário Camboriú, 217 delegados que debateram e votaram propostas que serão encaminhadas à etapa nacional que acontecerá em 2012. Dos delegados participantes da etapa estadual, 125 compuseram a bancada dos trabalhadores, 44 representaram os empregadores, 39 eram de órgãos governamentais e 9 da sociedade civil.
O resultado das etapas estaduais irão subsidiar a revisão do Plano Nacional de Emprego e Trabalho Decente, lançado pelo Governo Federal em maio de 2010, e contribuirão para a construção e a promoção de uma Política Nacional de Emprego e Trabalho Decente.
Sob o lema “Gerar emprego e trabalho decente para combater a pobreza e as desigualdades sociais” os debates foram divididos em quatro eixos temáticos: 1. Princípios e direitos fundamentais no trabalho; 2. Proteção Social; 3. Trabalho e emprego e 4. Fortalecimento do tripartismo e do diálogo social como instrumento de governabilidade democrática.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina – CUT-SC Neudi Giachini, na última década tem havido muitos avanços nas negociações por melhores condições de trabalho e pela ampliação dos direitos dos trabalhadores. Segundo ele, se antes essas conquistas eram frutos de grandes e intensas mobilizações, o que se vê agora é a promoção cada vez maior de espaços de diálogo, como esta conferência. “Vemos este como processo dos trabalhadores onde podemos sentar com os patrões e com o governo para promover o debate em torno de temas importantes e decisivos para a classe trabalhadora”, afirmou.
Segundo o texto base apresentado pelo Governo Federal para subsidiar as etapas regionais e estaduais, Trabalho Decente é “uma condição fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável”. Para a OIT, Trabalho Decente é definido como “o trabalho produtivo adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna”.
Na etapa nacional Santa Catarina será representada por uma bancada de 40 delegados. Desses, 12 representarão os trabalhadores, 12 o setor governamental, 12 os empregadores e 4 a sociedade civil. A bancada dos trabalhadores será composta por 6 representantes cutistas, 3 da UGT, 2 da Força Sindical e 1 da Nova Central.
O compromisso do Governo Federal – O compromisso do Governo Federal com a promoção do trabalho decente inicia-se com a assinatura do Memorando de Entendimentos entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor geral da OIT em junho de 2003. Ele se reafirmou no processo de elaboração e lançamento da Agenda Nacional de Trabalho Decente (ANTD 2006), do Plano Nacional de Emprego e Trabalho Decente (PNETD 2010) e da Agenda Nacional de Trabalho Decente para a Juventude (2010). Entre 2003 e 2010 foram gerados no Brasil 15,38 milhões de postos formais de trabalho (RAIS/MTE). No final de 2010 havia no país um total de 44,7 milhões de trabalhadores com contratos formais de trabalho, configurando um aumento de cerca de 50% em oitos anos. Essa forte expansão do emprego foi acompanhada por uma política de recuperação da renda dos trabalhadores, sobretudo pela valorização do salário mínimo que, ao beneficiar os trabalhadores, exerce forte influência sobre o consumo e as condições de vida de milhões de famílias.
CUT
Emprego industrial em SC sofre queda em agosto
Dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE indicam que o emprego industrial avançou 0,4% em agosto de 2011 frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após mostrar variação negativa de 0,1% em junho e em julho. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral assinalou variação positiva de 0,1% na passagem dos trimestres encerrados em julho e agosto e permaneceu com o quadro de estabilidade verificado desde setembro do ano passado. Na comparação com agosto de 2010, o total do pessoal ocupado assalariado apontou acréscimo de 0,6%, décimo nono resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto. O índice acumulado nos oito primeiros meses do ano avançou 1,6%, mas com ritmo ligeiramente abaixo do observado nos últimos meses. A taxa anualizada, medida pelo índice acumulado nos últimos doze meses, ao registrar expansão de 2,3% em agosto de 2011, prosseguiu com a redução na intensidade do crescimento iniciada em fevereiro último (3,9%).
Em Santa Catarina, o indice relativo ao pessoal ocupado caiu (-0,25%); nos primeiros oito meses de 2011, cresceu 1,1% e no acumulado de 12 meses avançou 2,1%. Ainda em SC, a folha de pagamento cresceu 1,25 em relação à julho e no mesmo periodo decaiu (- 1,0%) o número de horas pagas. Nos útimos 12 meses a folha de pagamento apresentou incremento de 5,7% e as horas pagas + 1,7%. De janeiro a agosto, a evolução foi de 3,6% e 0,5% respectivamente.
Em relação a agosto do ano passado, o emprego industrial mostrou acréscimo de 0,6%, com o contingente de trabalhadores registrando crescimento em nove dos 14 locais pesquisados. As principais contribuições positivas sobre o resultado global vieram do Paraná (6,7%), região Norte e Centro-Oeste (3,0%), Pernambuco (7,6%), Minas Gerais (1,6%) e região Nordeste (1,2%). A principal influência negativa veio de São Paulo (-1,6%).
Setorialmente, ainda no índice mensal, o emprego industrial avançou em 10 dos 18 ramos investigados, com destaque para alimentos e bebidas (4,4%), meios de transporte (6,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,1%), outros produtos da indústria de transformação (3,5%) e máquinas e equipamentos (2,2%). Já papel e gráfica (-8,4%), calçados e couro (-7,5%), madeira (-10,7%) e vestuário (-2,9%) exerceram os principais impactos negativos.
No índice acumulado nos oito primeiros meses de 2011, o nível do pessoal ocupado na indústria foi 1,6% maior do que em igual período do ano anterior, apoiado em grande parte no crescimento de 11 dos 14 locais e em 10 dos 18 setores investigados. Entre os locais, Paraná (5,3%), Minas Gerais (2,9%), região Norte e Centro-Oeste (3,3%), região Nordeste (2,2%) e Rio Grande do Sul (2,6%) exerceram as maiores influências positivas sobre o total da indústria, enquanto São Paulo (-0,3%), Ceará (-1,3%) e Espírito Santo (-0,4%) apontaram as taxas negativas no índice acumulado no ano. Setorialmente, as contribuições positivas mais relevantes vieram de meios de transporte (7,5%), alimentos e bebidas (2,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,2%), máquinas e equipamentos (4,3%), produtos de metal (4,5%), outros produtos da indústria de transformação (5,0%) e metalurgia básica (6,3%). Por outro lado, os ramos de papel e gráfica (-9,0%), de vestuário (-3,4%), de madeira (-8,5%) e de calçados e couro (-3,3%) responderam pelos principais impactos negativos.
Número de horas pagas é 0,4% maior que em julho
Em agosto de 2011, o número de horas pagas no setor industrial avançou 0,4% na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após apontar variação positiva de 0,1% em julho e queda de 0,6% em junho. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral mostrou estabilidade entre os trimestres encerrados em julho e agosto (0,0%), após três taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 0,6%.
Nas comparações contra iguais períodos de 2010, os resultados permaneceram positivos: variação de 0,1% em agosto de 2011 e expansão de 1,3% no indicador acumulado dos oito primeiros meses do ano. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 2,7% em julho para 2,2% em agosto, manteve a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (4,5%).
No confronto com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas foi positivo em 10 dos 14 locais pesquisados, com as principais influências sobre a média global vindas do Paraná (3,3%) e da região Norte e Centro-Oeste (3,0%). O principal impacto negativo foi verificado em São Paulo (-2,1%).
Em nível setorial, ainda no confronto com agosto de 2010, houve aumento no número de horas pagas em oito dos 18 segmentos pesquisados, com alimentos e bebidas (2,7%) exercendo o principal impacto positivo sobre a média global, seguido por meios de transporte (5,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,0%), máquinas e equipamentos (3,6%) e outros produtos da indústria de transformação (4,1%). Entre os 10 ramos que apontaram taxas negativas, calçados e couro (-8,6%), papel e gráfica (-8,6%), madeira (-11,3%), vestuário (-2,7%) e têxtil (-3,2%) exerceram as pressões negativas mais relevantes sobre o total da indústria.
No índice acumulado nos oito primeiros meses do ano (1,3%), observou-se crescimento no número de horas pagas em 10 setores e em 12 locais. Entre os ramos, as principais contribuições positivas no resultado global da indústria foram observadas em meios de transporte (7,0%), alimentos e bebidas (2,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,9%), máquinas e equipamentos (4,8%), produtos de metal (3,8%) e outros produtos da indústria de transformação (5,1%), enquanto papel e gráfica (-9,7%), vestuário (-3,6%), calçados e couro (-4,6%) e madeira (-8,6%) registraram os impactos negativos mais relevantes. Regionalmente, a região Norte e Centro-Oeste (4,1%) exerceu a principal influência sobre o total da indústria, vindo a seguir Minas Gerais (3,0%), Paraná (3,3%), região Nordeste (1,7%) e Rio Grande do Sul (1,9%). Por outro lado, São Paulo (-0,6%) e Ceará (-3,0%) apontaram os resultados negativos no número de horas pagas no índice acumulado dos oito meses do ano.
Valor da folha de pagamento real varia 3,3% em agosto
Em agosto de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente cresceu 3,3% frente ao mês imediatamente anterior, quarta taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando nesse período ganho de 4,3%. Vale destacar que o resultado desse mês foi particularmente influenciado pela indústria extrativa (56,7%), impulsionado sobretudo pelo pagamento de participações nos lucros e resultados em importante empresa do setor, já que a indústria de transformação mostrou crescimento mais moderado (0,7%). Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral apontou expansão de 1,3% na passagem dos trimestres encerrados em julho e agosto e manteve a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2010.
No confronto com iguais períodos do ano anterior, o valor da folha de pagamento real cresceu 7,1% em agosto de 2011 e 5,2% no acumulado do período janeiro-agosto deste ano. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 6,3% em julho para 6,2% em agosto, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em maio último (7,6%).
No índice mensal de agosto de 2011, o valor da folha de pagamento real mostrou expansão de 7,1%, com resultados positivos nos 14 locais pesquisados. As maiores contribuições sobre o total da indústria foram observadas no Rio de Janeiro (25,6%), região Nordeste (15,7%), Minas Gerais (11,1%), região Norte e Centro Oeste (14,1%), São Paulo (1,9%) e Paraná (10,2%).
Setorialmente, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real cresceu em 12 dos 18 setores investigados, com destaque para indústrias extrativas (62,8%), meios de transporte (8,6%), refino de petróleo e produção de álcool (42,3%), alimentos e bebidas (4,7%), máquinas e equipamentos (6,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,1%) e metalurgia básica (6,2%). Por outro lado, os impactos negativos mais relevantes sobre o total da indústria foram assinalados por papel e gráfica (-7,6%), calçados e couro (-5,0%), produtos químicos (-1,6%) e madeira (-6,8%).
No índice acumulado nos oito meses do ano, o valor da folha de pagamento real avançou 5,2%, com taxas positivas em todos os locais investigados. As influências mais relevantes sobre o total nacional foram observadas em São Paulo (3,3%) e Minas Gerais (11,2%). Vale citar também os resultados positivos vindos de Paraná (9,0%), região Nordeste (5,8%), região Norte e Centro-Oeste (6,8%) e Rio de Janeiro (5,7%).
Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real avançou em 13 das 18 atividades pesquisadas, sustentado, principalmente, pelas taxas positivas vindas de meios de transporte (11,7%), máquinas e equipamentos (9,0%), alimentos e bebidas (5,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,1%), metalurgia básica (7,6%) e indústrias extrativas (6,6%). A principal pressão negativa sobre o total nacional foi exercida pelo setor de papel
ABC DIGITAL
Santa Catarina disputa nova fábrica da GM
A General Motors estuda construir uma segunda fábrica em Santa Catarina. O investimento, de aproximadamente R$ 300 milhões, iria atender à fabricação de peças e caixas para o sistema de transmissão das unidades da América Latina. O projeto está em fase de análise e sendo discutido junto ao governo catarinense para garantir incentivos. O diretor de relações institucionais da GM, Luiz Moan, diz que nada ainda foi definido. “Estamos em fase de avaliação absolutamente interna”, disse.
Uma fonte ligada ao governo e que acompanha a negociação diz que o projeto precisa ser aprovado pela matriz, mas que a decisão deve sair este ano. Santa Catarina levaria vantagem pela questão portuária – há cinco portos em operação – e pela disponibilidade de mão de obra no setor metal-mecânico, condições que levaram a GM a investir R$ 350 milhões em uma fábrica de motores em Joinville.
A obra da fábrica de motores está na etapa civil e prevista para entrar em operação em 2012. A partir de novembro, deverá ser instalada a primeira máquina industrial, segundo cronograma da montadora. O projeto prevê capacidade inicial de produção de 120 mil motores e 200 mil cabeçotes de alumínio por ano que serão destinados às fábricas de Gravataí (RS) e Rosário (Argentina).
Segundo fontes do governo, a intenção da montadora é instalar a segunda unidade na região Norte do Estado, próxima a Joinville, mas não necessariamente na mesma cidade. O porto de São Francisco do Sul, a cerca de 50 km da cidade, é um canal possível para a exportação das peças e importação de matéria-prima.
O governo de Santa Catarina negocia há pelo menos dez anos com a GM. Em 2008, a empresa decidiu investir na primeira unidade de motores, que estava prevista, inicialmente, para ser entregue em 2010.
Os investimentos da GM se justificam pela continuidade do aquecimento do mercado. Em maio, foram licenciados em todo o país 318,6 mil veículos, incluindo os pesados. Isso representou aumento de 26,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Mas é preciso destacar que em maio de 2010 o mercado encolheu em razão do fim do incentivo de IPI menor. Por isso, a média diária de vendas também cresceu em torno de 21% no mês passado na comparação com maio de 2010.
Isso significa que, em média, 14,4 mil veículos novos passaram diariamente pelos órgãos de trânsito no mês passado para licenciamento. O resultado de maio também ficou acima de abril, quando foram vendidos 289,2 mil veículos. Mas, em razão dos feriados de Tiradentes e sexta-feira Santa, a média diária de vendas em abril foi maior: 15,2 mil unidades. Essa queda da média diária de licenciamentos pode ser um sinal de que as medidas de contenção no consumo começam a ser sentidas no setor automotivo.
Valor
A importância dos pisos salariais estaduais em Santa Catarina
Mas o acordo foi ainda mais fundamental pela repercussão que os pisos estaduais exercem sobre os salários em Santa Catarina (especialmente sobre os mais baixos) e, por conseqüência, sobre o nível de atividade econômica, comércio e a indústria catarinenses. Antes da vigência dos pisos estaduais no Estado, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (DIEESE) elaborou estudos com o objetivo de estimar o número de trabalhadores cujos salários seriam atingidos pela Lei Complementar nº 459/09, que implantou os pisos a partir de janeiro de 2010. A última estimativa feita, em 2009, indicava que potencialmente acima de 518 mil trabalhadores catarinenses poderiam ser diretamente beneficiados pelo piso estadual, considerando apenas o de menor valor à época, R$ 587,00. Dessa conta estavam excluídos os trabalhadores sem carteira, e os trabalhadores por contra própria, cujos salários em parte se referenciam pelo mínimo oficial. Ficaram de fora da estimativa, também, os pisos salariais das categorias.
Passado pouco mais de um ano da vigência da Lei, já se sabe que aqueles cálculos elaborados pelo DIEESE foram excessivamente cautelosos. As indicações são de que a repercussão do piso foi muito mais profunda e atingiu um número muito maior de trabalhadores em Santa Catarina. Estudo feito pelo próprio DIEESE em 2010, já com oito meses de vigência da Lei, constatou que os pisos salariais das categorias, em Santa Catarina, obtiveram importantes ganhos reais em função da Lei Complementar nº 459/09. Verificou-se que, em um universo de mais de 300 pisos pesquisados, 47% do total tiveram um ganho real superior ao obtido pelo salário mínimo. Em percentual de ganho real, os destaques ficaram por conta da Agricultura (20,27%), Educação privada (15,91%), Alojamento e Alimentação (15,29%). Os dados apurados revelaram que os pisos salariais praticados no Estado nas diversas categoriais sofreram um efeito combinado do salário mínimo nacional, que há anos vem pressionando positivamente os salários mais baixos, e da Lei que instituiu os pisos. Segundo o Balanço das Negociações dos reajustes salariais, divulgado pelo DIEESE recentemente, elaborado a partir de 700 unidades de negociação dos setores da indústria, comércio e de serviços em todo o país, 2010 registrou a maior proporção de negociações com aumento real nos salários de toda a série da pesquisa, que foi iniciada em 1996.
Não é exagero afirmar que, em Santa Catarina, este percentual foi ainda superior porque, além dos demais elementos favoráveis presentes nas negociações nacionais, como crescimento econômico e inflação sob controle, aqui no Estado os sindicatos puderam contar também com a Lei que instituiu os pisos, que teve papel fundamental na mesa de negociação.O reajuste dos pisos estaduais neste ano (pouco mais de 7%, variando conforme o nível) está sendo tranquilamente absorvido pelas empresas porque acompanhou a realidade das negociações coletivas no Brasil, e veio em um momento em que a economia brasileira continua crescendo. O incremento de massa salarial proporcionado pelos novos valores dos pisos certamente irá ajudar a fomentar o consumo dos artigos de primeira necessidade nas áreas do vestuário, alimentos, transporte, fortalecendo a indústria e o comércio catarinenses. Se considerarmos somente o menor valor do piso, que passou para R$ 630, o acréscimo foi R$ 43,00 que,multiplicado por 500 ou 600 mil significa um incremento de massa salarial muito significativo.
Neste momento em que a retomada do crescimento mundial está complicada e vem sendo impactada por acontecimentos históricos bastante relevantes (fortes manifestações populares no mundo árabe, terremoto e tsunami no Japão, ataque militar à Líbia), as alternativas de crescimento tendem a se voltar para o mercado interno dos países. Daí a importância dos ganhos salariais e do reajuste dos pisos. No entanto, é fundamental definir um mecanismo de correção dos pisos, por meio de negociação entre trabalhadores, empresários e governo, de modo a manter a eficácia da lei e o poder aquisitivo dos salários. Um mecanismo de correção dos pisos, que seja objetivo e automático, à exemplo do que foi recentemente votado no Congresso Nacional para o salário mínimo, manterá o seu poder aquisitivo ao longo dos anos, garantindo segurança econômica e jurídica, beneficiando a todos os segmentos sociais.
**José Álvaro Cardoso
Prazo para eleitor faltoso regularizar situação já começou
A partir desta segunda-feira (14) começa a correr o prazo para que os eleitores que não votaram e não justificaram a ausência nas três últimas eleições regularizem sua situação perante a Justiça Eleitoral. Para isso, os eleitores têm até o dia 14 de abril para comparecer ao cartório eleitoral mais próximo. Levantamento da Justiça Eleitoral revela que 1.472.834 eleitores brasileiros estão nesta situação e podem ter o seu título cancelado, caso não busquem a regularização no prazo determinado.
Já está disponível na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet, na opção “Serviços ao eleitor“, uma consulta que permite ao eleitor verificar se o seu documento está sujeito a cancelamento.
Se um eleitor deixou de votar no primeiro e no segundo turno de uma mesma eleição, já serão contadas duas eleições para efeito de cancelamento. Além disso, poderão ser contadas faltas às eleições municipais, eleições suplementares e referendos. Não serão computadas as eleições que tiverem sido anuladas por determinação da Justiça.
Números por estado
Maior colégio eleitoral do Brasil, o estado de São Paulo registra o maior número de eleitores que poderão ter o título cancelado, um total de 350.816. Em seguida aparece o Rio de Janeiro com 140.339 e Minas Gerais com 131.098. Entre os municípios, São Paulo (capital) também se destaca com o maior número de eleitores irregulares passíveis de cancelamento do título: 110.128 no total.
Eleições anteriores
A atualização cadastral ocorre sempre no ano posterior às eleições. Em 2009, foram cancelados 551.456 de documentos daqueles eleitores que completaram, nas eleições municipais de 2008, três eleições sem votar ou justificar a ausência.
Em 2007, foram 1.640.317 títulos cancelados. Em 2006, ano posterior ao referendo realizado em 2005, a Justiça Eleitoral retirou dos seus cadastros 569.899 títulos eleitorais. Já em 2005 foram cancelados 1.081.721 documentos, após o registro das ausências ao pleito de 2004.
Consequências
Quem não regularizar a situação do título eleitoral a tempo de evitar o cancelamento do registro, poderá ser impedido de obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público e obter certos tipos de empréstimos e inscrição.
A irregularidade também pode gerar dificuldades para investidura e nomeação em concurso público, renovação de matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo e obtenção de certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.
Os eleitores que detém a prerrogativa constitucional do voto facultativo não precisam se submeter às regras. São eles: os analfabetos, os que à época da eleição tinham entre 16 e 18 anos e os maiores de 70 anos. Também não estão sujeitos ao cancelamento os títulos dos eleitores portadores de deficiência que impeça o cumprimento das obrigações eleitorais.
TSE
Acesso à Justiça para todos em Santa Catarina
Na última quarta-feira (30/6), o Movimento pela Criação da Defensoria Pública em Santa Catarina, no qual a CUT faz parte, oficializou em sessão na Assembleia Legislativa, a entrega do primeiro projeto de lei de iniciativa popular que propõe a implantação da Defensoria Pública no estado. O projeto contou com a adesão de mais de 48 mil assinaturas, fruto de um grande processo de mobilização.
Presente ao ato, o secretário de Comunicação da CUT-SC, Lizeu Mazzioni, lembrou que Santa Catarina é o único estado que não possui Defensoria Pública, contrariando a Constituição Federal que determina que todos tenham o serviço à disposição da sociedade. Em SC, as pessoas recorrem a um sistema chamado de defensoria dativa, onde é disponibilizado o acompanhamento de um advogado inscrito na OAB e as despesas ficam a cargo do estado.
“Este é um direito fundamental da população catarinense que vem sendo burlado há mais de duas décadas. Com ratificação do projeto a população de baixa renda terá acesso à justiça”, finaliza Lizeu.
Da CUT Nacional
Mais chuva em SC: Defesa Civil reforça alerta à população
O Departamento Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina reforçou o alerta de mais chuva na região, de hoje a quinta-feira (11). Os meteorologistas prevêem que o deslocamento de uma frente fria pela Região Sul do Brasil provoque instabilidade no estado, favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva de intensidade moderada e forte em alguns momentos.
O volume de água pode variar de 30 a 60 milímetros, em média, nas regiões da Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e litoral norte. Também há risco de temporal, de queda isolada de granizo e de descargas elétricas.
A Defesa Civil informou que continua trabalhando em plantão de 24 horas desde o dia 22 de novembro, pouco depois que os temporais em Santa Catarina foram mais intensos. Além dos funcionários do departamento, membros do grupo de ação coordenada do governo estadual auxiliam nas ações do departamento.
Em casos de alagamento, a orientação da Defesa Civil é que a população evite o contato com as águas que podem estar contaminadas. As pessoas também não devem dirigir em lugares alagados. Os moradores de áreas consideradas vulneráveis para deslizamentos devem ficar atentos para o aparecimento de fendas, depressões no terreno, rachaduras nas paredes das casas e inclinações de troncos de árvores ou postes.
No caso de emergência, a população deve acionar a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, por meio do telefone 199. O telefone para contato da Defesa Civil de Santa Catarina é o (48) 3244 0600.
O último boletim da Defesa Civil divulgou ainda que na tarde de ontem (8), o município catarinense de Painel registrou queda de granizo e teve cerca de 30 residências danificadas, além de prejuízos na área rural da cidade.
Ontem (8) a Defesa Civil de Santa Catarina confirmou mais uma morte, o que elevou para 123 o total. De acordo com o boletim divulgado, o número de desabrigados e desalojados também aumentou, passando de 32.946 para 33.475, enquanto o número de desaparecidos se mantém em 29.
Fonte: Ag. Brasil e Defesa Civil de SC
Enchentes em SC: quatro municípios decretam estado de calamidade
Quatro municípios de Santa Catarina já decretaram estado de calamidade pública: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento e Camboriú. Até o momento, segundo relatório divulgado hoje (25) pela Defesa Civil do estado, 65 mortes provocadas por deslizamentos de terras e por alagamentos já foram confirmadas no estado. Até às 10:25 desta manhã, já são 52.319 desalojados e desabrigados, sendo 22.776 desabrigados e 29.543 desalojados, e mais 1.500.000 afetados. Oito municípios estão isolados (São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoa e Benedito Novo)
A cidade de Ilhota segue na frente, com um total de 15 óbitos; seguida por Blumenau, com 13; Jaraguá do Sul, com 12; Gaspar, com dez,; Rodeio e Luiz Alves, ambas com quatro; Benedito Novo e Rancho Queimados, ambas com dois; Brusque, Pomerode e Bom Jardim da Serra , com um cada. Outros oito municípios catarinenses decretaram estado de emergência: Balneário de Piçarras, Canelinha, Indaial, Nova Trento, Penha, Paulo Lopes, Presidente Getúlio e Rancho Queimado.
De acordo com o gerente da Defesa Civil de SC, major Emerson Nery, a situação de emergência é decretada quando o município enfrenta um momento crítico, mas os serviços essenciais não estão totalmente comprometidos. Isso significa que o município precisa de ajuda, mas ainda consegue dar algum tipo de resposta para os problemas.
A decretação do estado de calamidade pública ocorre quando a situação é mais grave. “Ela ocorre quando o município fica engessado, com os seus serviços essenciais comprometidos e precisa de ajuda externa.”
Fontes: Ag. Brasil, Defesa Civil de SC