Debate: Serra sobe o tom, soa arrogante e perde mais uma chance

Publicado por Administrador 26 outubro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

O debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) na rede Record, ocorrido na madrugada desta segunda para terça-feira (26) foi bem mais quente que o embate da semana passada na RedeTV! O candidato tucano, orientado a ser mais assertivo, exagerou na dose e mostrou-se grosseiro e indelicado durante todo o debate, ao ponto de tomar um pito de sua adversária Dilma Rousseff nos últimos blocos do programa.
A atitude arrogante de Serra, que em diversas ocasiões chamou Dilma de mentirosa e procurou o tempo todo desqualificar a adversária, contraria a regra número um dos marqueteiros, que sempre pedem para seus clientes controlarem a agressividade.

Já a candidata petista começou um pouco nervosa, mas foi ganhando confiança ao longo do debate e terminou mostrando-se bem mais segura que no debate anterior. Dilma manteve um tom assertivo, mas com moderação e não perdeu a oportunidade de dizer, em três ocasiões, que seu adversário estava sendo arrogante.  Dilma cobrou de Serra “um pouco mais de humildade e elegância” e disse ao tucano que “a auto-suficiência e a soberba não levam a um bom resultado, nem num debate e nem a frente de um governo!”.

Pré-sal foi o tema dominante

O debate foi repetitivo em muitos temas. Mais uma vez, assuntos religiosos e moralistas, como o aborto ficaram de fora. E o pré-sal e a ameaça de privatização deste recurso surgiu como tema dominante. Trata-se de assunto colocado na campanha pela candidatura de Dilma, portanto desfavorável a José Serra. Enquanto a petista reforça a proposta de transformar a riqueza do pré-sal para financiar o desenvolvimento social, Serra não deixa claro o que fará com esse recursos.

O tucano tentou jogar no colo da petista a alcunha de “privatista” mas os argumentos que trouxe não convenceram e Dilma teve a oportunidade de esclarecer as diferenças existentes entre o modelo de exploração do pré-sal defendido pelos tucanos e o modelo defendido pelo governo Lula. Dilma afirmou que, ao defender a privatização do pré-sal, Serra quer privatizar o “filé mignon” do Brasil.

O grande problema de Serra neste tema que envolve o pré-sal e a Petrobras é que ele tenta vender um discurso estatizante que não combina com as práticas e a história de seu partido e dele próprio. Assim, suas tentativas de carimbar Dilma como “privatista” não surtem efeito, e pior, podem até mesmo desagradar a base social do tucanato que defende as privatizações.

Outro tema que no começo do debate parecia que ia dominar a discussão – mas não prosperou– foi o dos “malfeitos” de pessoas ligadas a cada candidato. Serra citou o depoimento da ex-ministra Erenice Guerra à Polícia Federal e Dilma respondeu colocando Paulo Preto no meio da roda. Mais uma vez, a petista disse que a diferença entre o governo Lula e os tucanos é que no governo Lula as denúncias são apuradas e nas gestões tucanas os denunciados são protegidos.

O Nordeste também compareceu em várias ocasiões durante o debate. Notou-se um esforço de ambos os candidatos em tentar cativar o eleitor nordestino, que hoje vota majoritariamente em Dilma.

Negação da realidade

Para os eleitores mais informados chegou a ser chocante a sistemática negação que Serra fez dos avanços alcançados pelo atual governo em diversas áreas. Em muitos momentos, o tucano precisou apelar para a mentira deslavada para sustentar este discurso. Quando o assunto era o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Serra praticamente negou que existam obras no país. Quando o tema foi economia, o tucano atacou a política econômica do atual governo, que segundo ele é caracterizada por “juros siderais, a maior carga tributária do mundo desenvolvido e a menor taxa de investimento do mundo civilizado”, esquecendo que na gestão FHC os juros ultrapassaram os 20% e que em todos debates anteriores ele próprio disse que na economia Lula apenas “repetiu” os supostos acertos da gestão FHC. Além disso, minimizou a geração de 14 milhões de empregos da atual gestão. Em sua visão, o que mudou foi o “aumento da fiscalização”, o que colaborou para incrementar a formalização do trabalho.

Quando trataram de segurança, Serra novamente tentou desqualificar as ações do governo federal e chegou a chamar de “disco voador” uma tecnologia de vigilância aérea de fronteiras –os veículos não tripulados– reconhecida internacionalmente como uma das maneiras mais eficazes de vigiar grandes extensões territoriais.

Ao comentar uma pergunta de Dilma sobre o processo que o DEM move na Justiça contra o Prouni, Serra disse que não  havia ameaça nenhuma ao programa que beneficia estudantes universitários e não assumiu o compromisso de barrar a ação do DEM. Dilma cobrou esta posição do candidato em momento posterior.

 
Emprego: pior momento de Serra

O pior momento de Dilma no debate foi quando falou sobre segurança pública. Apesar de o tema ter sido amplamente debatido no debate da RedeTV!, a petista novamente não soube defender seu ponto de vista e se atrapalhou ao falar a palavra “política penitenciária”. Um erro banal, mas que costuma virar motivo de piada na plateia e entre a militância adversária.
Já o candidato José Serra teve seu pior momento ao fugir deliberadamente do tema emprego. Dilma perguntou ao tucano sobre sua política de criação de empregos e frisou que gostaria de ter esta resposta pois em três debates anteriores ele não a respondeu. E o que Serra fez? Para desespero de seus aliados e de seu marqueteiro, ele mais uma vez não respondeu. Ficou falando da Petrobras. Só foi responder no último bloco do debate, quando Dilma voltou a perguntar sobre o tema emprego.

Meio ambiente comparece no debate

Por iniciativa de Dilma, o tema ambiental compareceu ao debate depois de ter sido esquecido em eventos anteriores. A candidata questionou Serra sobre política de desmatamento e quis saber qual é a posição do tucano sobre o plano nacional de mudanças climáticas. Ao tratar do tema, Dilma exibiu conhecimento técnico aprofundado do assunto. Na resposta, Serra extrapolou e disse estar comprometido com o “desmatamento zero”. Com isso, pode ter ganho o aplauso de meia dúzia de ambientalistas mais radicais, mas certamente perdeu o apoio de setores agrícolas que enxergam na política de desmatamento zero uma ameaça à expansão da agricultura.

O tucano também não conseguiu expor sua visão nacional para o problema do meio ambiente e, mais uma vez, usou quase todo seu tempo para atacar a adversária.

MST: guerra x diálogo

No último bloco, Serra apostou no discurso direitista e tentou alvejar Dilma vinculando a candidata ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A mídia demonizou o MST de tal modo que hoje o movimento é realmente mal visto pela maioria dos brasileiros. Mas Dilma conseguiu escapar da armadilha reafirmando sua política de diálogo com os movimentos sociais e estabelecendo uma distinção entre a política do governo e a política do MST.

Já Serra focou o debate deste assunto apenas na suposta contradição de Dilma em dizer que não vestiria o boné do MST e depois vestir. Também criticou os sem-terra dizendo que que o movimento usa a reforma agrária como pretexto para desrespeitar a Justiça e promover destruições. A fragilidade destes argumento deixou Dilma com a faca e o queijo na mão para colar em Serra o adesivo de político que não sabe dialogar. “Nós sempre deixamos claro para o MST que éramos a favor da legalidade”, disse Dilma. A petista acrescentou que o governo federal foi muito mais efetivo para resolver o problema dos sem-terra, e deu como exemplo o programa Luz Para Todos. “Compramos diretamente do agricultor. Demos assistência técnica. Criamos todas as condições para que o pequeno agricultor tivesse acesso ao crédito”, afirmou a petista. “Não está certo você achar que o MST é questão de polícia. MST é questão de política pública”, acrescentou.

Os sucessivos ataques a entidades como o MST são um grande problema para José Serra. O tucano sairá da campanha como inimigo número um dos movimentos sociais.

Considerações finais

Nas considerações finais, Dilma aproveitou para reforçar a mensagem de que Serra baixou o nível do debate. No restante do tempo, “passeou” pelas regiões do país relatando como cada região foi beneficiada pelo atual governo. Dilma ainda incorporou uma mensagem que costuma ser usada pelos tucanos ao afirmar que as pessoas são mais importantes do que os números da economia: “quero dizer que meu olhar não é para o PIB e para os juros, é para as pessoas”. E terminou, mais uma vez, dizendo que está preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil.

Serra por sua vez, concluiu o debate dizendo defender a união de todas as regiões do país, e não o antagonismo. “Sempre fui um político nacional, brasileiro”, afirma. Em seguida, promete oferecer ao país o seu “passado de lutas”. O tom emotivo que tentou imprimir `afala final soou falso e exagerado. A coroação da falsidade ocorreu no momento em que o tucano disse: “eu quero um Brasil onde a verdade prevaleça”, isso depois de apelar para mentiras em série durante todo o debate.

Repercussão

No Twitter, durante a madrugada, cinco hashtags ligadas ao debate alcançaram os Trending Topics (assuntos mais comentados): #serramente #debatenarecord Petrobrax PROUNI e
Desmatamento Zero. A maioria das mensagens postadas era de apoiadores de Dilma comemorando o bom desempenho da candidata e criticando a postura agressiva de Serra.

A coluna Radar Político, do portal Estadão, reuniu dois cientistas políticos para comentarem o debate durante o evento. A síntese da discussão foi: “Dilma evolui e Serra não convence”

Vencer Dilma nos debates desta última semana de campanha era uma das apostas que o comando da campanha tucana fazia para tentar reverter a desvantagem de Serra nas pesquisas. Mas pelo que se viu no debate de ontem na Record, foi mais uma oportunidade perdida para a oposição.

ABC

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Estadão sai do armário e mostra qual seu lado, o do retrocesso

Publicado por Administrador 28 setembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir
Enfim, O Estado de São Paulo resolveu assumir. A família já sabia, os amigos mais próximos já sabiam e todos comentavam. Mas, o veículo da família Mesquita negava. Em editorial publicado no último domingo, dia 26, o jornal resolveu confirmar o apoio ao candidato José Serra. A atitude justifica o jornalismo tendencioso e leviano que o tablóide resolveu aprofundar às vésperas da eleição, produzindo até mesmo matérias apócrifas.

O texto mostra indignação com as palavras do presidente Lula, que acusou meios de comunicação de se comportarem como partidos. Quem acompanha esse blog sabe que isso não é verdade. A grande pérola, porém, está no seguinte parágrafo. “O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer.”

Ué, se todos tem condições de fazer, porque foi o governo de Lula e não o do presidente Fernando Henrique Cardoso, do qual Serra participou e a quem busca esconder, o responsável pela geração recorde de 14 milhões de empregos e ascensão social para a classe média de 31 milhões de brasileiros? Isso tudo sem vender uma estatal sequer, incluindo a Petrobrás, considerada um dinossauro pelo governo FHC e agora a segunda maior companhia do ramo de petróleo. E ainda nem começou a exploração do pré-sal.

A postura do jornal seria louvável, não fosse a forma como ocorreu. Assumir os interesses e as afinidades com determinado setor ou candidato é correto, mas chamar um presidente da república de líder de facção é, no mínimo, desrespeitoso. Ironicamente, com a publicação do editorial o veículo mostra que, ao contrário do que defende, a liberdade aos meios de comunicação é ampla no País. Mesmo para aqueles que se portam de forma mal educada e intolerante. 

Ficam ainda algumas questões no ar: será que tal destempero se deve à iminente vitória de Dilma no primeiro turno e à conseqüente dificuldade em conseguir novos contratos como o fechado com o governo do estado de São Paulo, em maio deste ano, por mais de R$ 2 milhões, para aquisição de 5.200 assinaturas anuais do Estado a serem distribuídas nas escolas públicas?

Também é preciso que o jornal explique desde quando definiu o apoio a José Serra, como isso interferiu na cobertura das eleições até agora e, principalmente, como influenciará daqui para frente. Em maio deste ano, a presidente da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito, afirmou que os meios de comunicação “estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.” O Estado de São Paulo deu o primeiro passo e assumiu francamente a quem defende, resta saber quando a Folha e O Globo terão coragem de fazer o mesmo e sair de trás da couraça mentirosa da imparcialidade.

Manifesto pela verdadeira liberdade de expressão tem apoio de Oscar Niemeyer, Fernando Morais, Celso Bandeira de Mello e espera pelo seu

Ao contrário do manifesto dos intelectuais ligados ao PSDB,  esse, certamente, não será divulgado pelas organizações Frias, Mesquita e Marinho. Em três dias, quase três mil pessoas já demonstraram apoio à carta que destaca a postura preconceituosa dos meios de comunicação na tentativa de desqualificar o povo brasileiro pela aprovação ao governo do presidente Lula, “apresentando-a como “ignorante”, “anestesiado” ou “comprado pelas esmolas” dos programas sociais.”

O manifesto destaca ainda que os meios de comunicação, “desacostumados com uma sociedade de direitos, confunde-na sempre com uma sociedade de favores e prebendas.” Afirma ainda que “o manto da democracia e do Estado de Direito com o qual pretendem encobrir seu conservadorismo não é capaz de ocultar a plumagem de uma Casa Grande inconformada com a emergência da Senzala na vida social e política do país nos últimos anos. A velha e reacionária UDN reaparece “sob nova direção”.

Por fim, lembra que “a imprensa pode criticar, mas não quer ser criticado”, caracterizando como anti-democrática a postura daqueles que se travestem de paladinos de livre expressão, mas caracterizam “qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa”.

CUT

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Ibope: Dilma amplia para 11 pontos a vantagem sobre Serra

Publicado por Administrador 17 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem e poderia ganhar a eleição para presidente da República já no primeiro turno. Segundo pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira (16) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, a candidata petista tem 51% das intenções de votos válidos.

Na simulação de primeiro turno, Dilma recebeu 43% das intenções de voto e está 11 pontos percentuais à frente do adversário José Serra (PSDB), que tem 32%. Já a candidata Marina Silva (PV) continuou com 8% da preferência do eleitorado.

As intenções de voto em Dilma subiram 4 pontos percentuais em relação à última pesquisa Ibope, divulgada no início de agosto, enquanto José Serra perdeu 2 pontos. Naquele levantamento, Dilma tinha 39% das intenções de voto e Serra, 34%.

Num eventual segundo turno, Dilma venceria a eleição com 48% dos votos dos eleitores contra 37% de Serra. O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias 12 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Do PT Nacional e Ag. de Noticias

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Dilma abre vantagem de 5 pontos sobre Serra, diz Ibope

Publicado por Administrador 3 agosto, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A candidata do PT, Dilma Rousseff, lidera a corrida presidencial com cinco pontos à frente de José Serra (PSDB), aponta nova pesquisa Ibope divulgada na última sexta-feira (30) pela TV Globo.

De acordo com o levantamento, Dilma tem 39% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 34%. Marina Silva alcança 7%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Na pesquisa anterior do Ibope, Dilma e Serra estavam empatados com 36% e Marina tinha 8%. O Ibope desta sexta-feira confirma tendência apontada pelo instituto Vox Populi e divulgada na semana passada. Pelo Vox, Dilma aparecia com oito pontos de vantagem sobre Serra. A petista tinha 41% das intenções de voto, enquanto Serra aparecia com 33% e Marina com 8%.

O Datafolha do último sábado (1), no entanto, mostrou empate técnico em que Serra aparecia com 37% das intenções de voto contra 36% de Dilma. Marina tinha 10%. Em um eventual segundo turno, o Ibope divulgado nesta noite indica vitória de Dilma com 46%, enquanto Serra surge com 40%. Ela cresceu seis pontos e ele caiu três em relação ao levantamento anterior.

Para o levantamento, o Ibope fez 2.506 entrevistas em 174 cidades entre os dias 26 a 29 de julho.

Fonte: Brasil Econômico

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Vox Populi: Dilma abre 8 pontos sobre Serra no 1º e no 2º turnos

Publicado por Administrador 27 julho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A pesquisa eleitoral do Instituto Vox Populi, contratada e divulgada sexta-feira (23) pela Band e pelo Portal IG, mostra mais uma vez a liderança da candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff. Dessa vez, a petista tem 8 pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado, José Serra (PSDB).

O levantamento aponta Dilma com 41% das intenções de voto, contra 33% do tucano. Marina Silva, candidata do PV, tem 8%. Na sondagem anterior, divulgada no dia 29 de junho e que incluía 11 nomes, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina.

O Vox Populi aponta ainda que os demais candidatos somam 1% da intenção de votos. Os votos brancos e nulos chegam a 4%. E 13% dos entrevistados disseram que ainda estão indecisos.

Esse foi o primeiro levantamento desde a oficialização das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O instituto ouviu 3 mil eleitores nesta semana, e a margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

Voto espontâneo
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não recebe uma lista para escolher o candidato preferido, Dilma também lidera. A petista tem 28%, contra 21% do candidato do PSDB e 5% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem estar concorrendo, tem 4% das intenções de voto.

A rejeição do candidato tucano também é a maior entre os concorrentes: 24%. A de Dilma é a menor e ficou em 17%.

Segundo turno
Numa possível disputa entre Dilma e o candidato tucano no segundo turno, a candidata do PT também venceria segundo o levantamento. Dilma teria 46% das intenções de voto e Serra apenas 38%.

A candidata que representa a continuidade do governo Lula tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde abre 30 pontos de vantagem em relação ao concorrente da oposição (54% a 24%). O tucano só leva vantagem na região Sul, onde a pesquisa aponta uma vantagem de 4 pontos em relação à Dilma (39% a 35%).

Na região Sudeste, onde se concentra o maior eleitorado do país, há um empate técnico. O tucano tem 36% da intenção de votos, e Dilma está com 34%.

A petista lidera tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Ela tem 43% das intenções do eleitorado masculino contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma tem 38%, o tucano 32% e a verde 9%. Dilma também é a preferida em todas as faixas e níveis de ensino.

Da Fecesc

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Pesquisa Ibope mostra Dilma na ponta com 37%, empatada com Serra

Publicado por Administrador 8 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada no sábado (5) aponta Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) empatados. Os dois têm 37% das preferências e Marina Silva (PV), 9%.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 141 cidades do país entre os últimos dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma e Serra podem ter entre 35% e 39% das preferências e Marina, entre 7% e 11%. Nove por cento dos entrevistados disseram que votarão em branco, nulo ou em nenhum candidato. Os indecisos somam 8%. Foi a primeira pesquisa feita pelo Ibope realizada depois da exibição de propagandas políticas do PT e do DEM.

No último levantamento do Ibope, em abril, José Serra tinha 40% das intenções de voto, Dilma Rousseff, 32%, e Marina Silva, 9%. Dilma foi a única candidata que apresentou crescimento.

Em fevereiro deste ano, a diferença entre os dois primeiros colocados na disputa era de 13 pontos percentuais (Serra tinha 41% e Dilma, 28%). Em março, caiu para cinco pontos (38% e 33%, respectivamente). E, em abril, voltou a subir e chegou a oito pontos (40% e 32%). Nesse mesmo período, Marina teve 10%, 8% e 9% das intenções de voto nos estudos feitos pelo Ibope.

Fonte: G1

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Dilma cresce e ultrapassa Serra em todos os cenários

Publicado por Administrador 18 maio, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Segundo pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada na noite de sábado (15) pelo canal de televisão Band, Dilma tem 38% das intenções de voto na consulta estimulada, com um aumento de nove pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro.

José Serra, pré-candidato do PSDB, caiu três pontos percentuais e está agora com 35%. Marina Silva, do PV, se manteve no patamar de 8%. Os indecisos representam 11%, e os votos brancos e nulos estão em 8%.

No cenário de segundo turno, Dilma superaria Serra por 40% a 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados tanto na simulação de primeiro turno como na de segundo turno.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde aos pesquisadores em quem votar, Dilma também é indicada como a melhor opção dos eleitores. Ela aparece com 19% das intenções de voto, e o adversário tucano, com 15%.

Os eleitores dos estados do Nordeste preferem Dilma, onde tem a maior aprovação: 45%. Na divisão de gêneros, a pré-candidata do PT tem mais aprovação entre os homens brasileiros, com 42% dos votos, e 34% são das mulheres. Para Serra, o cenário é mais equilibrado: 35% dos seus votos são de mulheres e 34% de homens.

O Vox Populi consultou 2.000 eleitores em 117 cidades de 23 estados e o Distrito Federal. Os dados foram levantados entre os dias 8 e 13 maio. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 11.266/2010.

Da CNM/CUT

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Política do PSDB pôs Brasil “no acostamento”, diz Dilma

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, alfinetou novamente hoje o adversário do PSDB, José Serra, e o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). A uma plateia de caminhoneiros que lotou o auditório do Senado, onde foi realizado o congresso da categoria, Dilma recorreu a expressões usadas por motoristas, como “roda presa”, para provocar o rival e dizer que a política do PSDB pôs o Brasil “no acostamento”. “Se caminhão parado não tem frete, o Brasil parado também não tem desenvolvimento”, afirmou a petista. “Tenho certeza de que vocês não vão permitir a volta do atraso e da estagnação.”

Mesmo sem citar os nomes de Serra e de Fernando Henrique, Dilma não deixou dúvidas sobre quem se referia. “O Brasil precisa impedir a volta daquela política de roda presa, que engarrafou o desenvolvimento e congestionou o progresso, a política que colocou o País no acostamento.” Aplaudida pelos caminhoneiros, a quem chamou de “queridos companheiros e companheiras”, Dilma afirmou que a categoria tem uma “generosidade imensa”.

Ao lado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do pré-candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, a ex-ministra da Casa Civil fez promessas típicas de campanha: pregou a renovação da frota de caminhões e disse que o governo Lula foi o que mais atendeu às reivindicações da categoria, definidas por ela como “justíssimas”.

“Vamos pavimentar estradas da vida, e não da morte, estradas da liberdade, e não do sofrimento e dificuldades, estradas do desenvolvimento do nosso País, e não da estagnação”, discursou. Do Senado, a pré-candidata do PT foi para a Câmara, mas preferiu não caminhar do Salão Azul para o Verde. Embora o trajeto fosse curto, tomou um carro e, já no plenário da Câmara, participou da homenagem ao vice-presidente da República, José Alencar.

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Dilma: o PT não tem medo do embate ético com tucanos

Publicado por Administrador 5 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

 

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira (5), a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que o foco sobre a “questão ética”  proposto pelo pré-candidato tucano, José Serra, não assusta o PT.

“Esse debate é muito bom para a gente”, rebateu Dilma, ao citar o trabalho realizado nas operações da Controladoria-Geral da União com a Polícia Federal. “Acabamos com a figura do engavetador-geral”.

Dilma também afirmou que os rivais terão é que mostrar propostas para o Brasil não viver na estagnação: “O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi ministro do Planejamento. Planejou o quê, hein?”

Confira os principais trechos da entrevista:

O presidente Lula disse que espera que seu sucessor faça mais pela educação. Qual sua meta para o setor?

Ele tem toda razão. Ele construiu um alicerce. Vamos ter que aumentar ainda mais os investimentos.

Hoje, o investimento não chega a 5% do PIB. Educadores sonham com 7%. É possível investir 10%?

Não vou dizer porcentual porque não sou doida, mas dá para aumentar progressivamente os investimentos. Não podemos esquecer que teremos recursos da exploração do pré-sal.

Mas a proposta de investir o dinheiro do Fundo Social do pré-sal em educação encontrou resistência no Congresso. Os partidos querem repassar os recursos para outros setores.

Aí não está certo, distorce o que pode ser o nosso passaporte para o futuro. Apostar na educação não é só uma questão de inclusão e dar suporte à inclusão social. Temos que investir em educação para sermos de fato um país de liderança mundial.

No debate sobre saúde, a senhora não teme enfrentar José Serra, que é um ex-ministro da área?

Não tivemos na saúde, nos últimos 30 anos, um momento tão propício, como agora. Demos um grande salto quando estruturamos o SUS (Sistema Único de Saúde), ninguém pode negar. O SUS de um lado garantia a atenção básica e a partir de um certo momento, as unidades básicas de saúde, com saúde da família, que atendem a gestantes, crianças e aqueles que têm doenças como diabetes, hipertensão. E tinham os hospitais. Neste processo, entre as unidades e os hospitais não tinha nada, não tinha a média complexidade. Uma pessoa ficava em filas e filas. Isso não foi resolvido por ninguém. Acho que o grande passo foi dado com as UPAs, as Unidades de Pronto Atendimento, que garantem atenção 24 horas por dia e impedem que a fila se dê no hospital, transfere o atendimento de urgência e emergência para essas unidades. As UPAs, que estão programadas para uma população de 100 a 200 mil, chegando a 300 mil, têm níveis de cobertura diferenciada. Em vez de ir direto para o hospital, uma pessoa que teve um ataque cardíaco segue para uma UPA. A unidade faz a prevenção, dispensando a fila no hospital. Se o ferimento ou o problema não for grave pode ser tratado ali.

Mas a realidade ainda é outra…

Acho que vamos mudar esta realidade. O pessoal tem toda a razão quando se queixa. Não tinha fila no INSS? Nós não falamos que íamos acabar? Acabamos. Vamos mudar a situação da saúde.

José Serra saiu do governo de São Paulo com um discurso focado na questão ética. Pode prevalecer esse debate no processo eleitoral?

Esse debate é muito bom para a gente. Pode olhar tudo o que foi feito. Nunca se esqueça que foi a CGU quem descobriu a máfia dos sanguessugas. Tudo foi feito pela CGU, combinado com a Polícia Federal. Se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo Lula. Antes não apareciam denúncias, porque ficavam debaixo do tapete, ninguém apurava. Estava vendo, outro dia, um levantamento da CGU que mostra que as principais descobertas e investigações neste governo foram de casos que ocorreram em governos anteriores. A apuração das denúncias levantadas pela Operação Castelo de Areia é um caso. E acabamos com a figura do engavetador-geral. Onde está o engavetador? A União não engaveta mais nada. Nos sentimos muito à vontade em fazer essa discussão. Agora, se me perguntarem se isso rende frutos, acho que não rende. Eles pensaram que ia render em 2006. Acho que eles não podem ter só esse discurso. Vão ter que mostrar qual é a proposta para o Brasil não viver estagnado. O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi ministro do Planejamento. Planejou o quê, hein? Ali, se gestou sabe o quê? O apagão. O apagão que eu falo é o racionamento. Porque o pessoal usa um pelo outro. Racionamento é ficar oito meses sem energia.

A senhora trabalha para estar no mesmo palanque de Ciro Gomes ainda no primeiro turno?

Tenho uma relação muito forte com Ciro. Por conta do fato de termos sido ministros no primeiro mandato do presidente Lula. Foi uma época muito difícil, havia muita tensão, muitas acusações. O Ciro foi um companheiro inestimável. Ele pensa semelhante a todo o projeto do governo. Agora, o que ele vai fazer só ele pode dizer. Não tem como fazermos suposições sobre qual é o caminho político do Ciro.

O País ficou 21 anos sob ditadura e, há 25 anos, não tem direito oficialmente à memória dos tempos do regime militar. A senhora já disse que não aceita o revanchismo. Há condições para abrir os arquivos militares?

Não tem revanchismo em relação à memória. Fizemos todas as tratativas na Casa Civil, quando mandamos ofícios a todos os órgãos arquivistas existentes na República. Pedimos que entregassem os arquivos. Foi dito que tinham sido queimados. Então, que se apresentassem as provas. A Aeronáutica entregou a parte do arquivo. As demais Forças disseram que não existem arquivos. O que pudemos fazer, nós fizemos.

Se a senhora for presidente, vai abrir o arquivo do CIEx, órgão de inteligência do Exército?

O Brasil está bastante aberto. Depende do que vai ocorrer daqui para frente. O aperfeiçoamento da democracia não é uma coisa que se faz de uma vez por todas. Faz a cada dia. É um processo de consulta a pessoas.

Há clima favorável ao fechamento de um ciclo, à abertura do arquivo?

Acho que esse ciclo está consolidado, bastante consolidado.

Qual a proposta da senhora para as Forças Armadas?

O Plano de Defesa que fizemos foi uma das melhores coisas do governo Lula. Um país deste tamanho tem de aparelhar e valorizar as suas Forças Armadas, tem de ter uma estratégia de defesa. É preciso estar presente na nossa imensa costa, até porque temos a questão do pré-sal, e daí a importância dos submarinos.

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Dilma dispara e encosta em Serra

Publicado por Administrador 3 março, 2010 Nenhum Comentário Imprimir
Pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo (28) do jornal Folha de S.Paulo, mostra que a pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%. No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.

De acordo com a nova sondagem do Datafolha, o deputado federal Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, tem 12% das intenções de voto; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, tem 8%. Na pesquisa anterior, Ciro aparecia com 13% e Marina já possuía 8%.

A margem de erro da pesquisa, que foi divulgada neste sábado (27), é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ela foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com idades maiores de 16 anos. Destas, 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos.

A sondagem confirma resultados de pesquisas de outros institutos, que já refletiam uma tendência de crescimento rápido da candidatura Dilma Rousseff e a queda do pré-candidato tucano.

Outros cenários

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, as intenções de voto em Serra ficam em 38% (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).

No cenário de um segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano aparece com 45% das intenções de voto e a petista com 41%. Ou seja, também em um eventual segunda etapa do pleito, Dilma encosta no tucano, apresentando uma diferença de apenas quatro pontos novamente. O levantamento realizado em dezembro apontava que, nessa situação, Serra teria 49% das intenções de voto e Dilma, 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

Aprovação recorde de Lula

A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.

Agências

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