CNT/Sensus aponta empate técnico entre Serra e Dilma

Publicado por Administrador 1 fevereiro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira aponta que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão presidencial, subiu em pesquisa de intenção de voto e chegou a um empate técnico com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provável candidato da oposição.

No principal cenário, Dilma alcança 27,8% da preferência em janeiro, contra 33,2% de Serra. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ficou com 11,9% e a senadora Marina Silva (PV-AC) tem 6,8%. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 25 a 29 de janeiro com 2 mil entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais. O número de registro é o 1570/2010.

Em novembro do ano passado, última edição da pesquisa do instituto, Serra tinha 31,8% das intenções, Dilma ficava com 23,5% e Ciro Gomes, com 17,5% dos possíveis votos.

Em um cenário sem Ciro Gomes, Serra aparece com 40,7% das intenções de voto, Dilma, com 28,5% e Marina com 9,5% – 11,4% votariam branco ou nulo e 10% não sabem. Segundo o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, houve transferência de votos de Ciro para Dilma tanto no primeiro quanto no segundo cenário. “Na minha análise, os votos do Ciro vão um pouco mais para Dilma do que para o Serra”, afirmou. “Talvez o eleitor esteja se convencendo de que a eleição se encaminha para ser polarizada.”

Num hipotético segundo turno entre Dilma e Serra, o governado ficaria com 44% das intenções e Dilma, com 28,2%. “O instituto considerou expressiva a subida de Dilma”, afirmou Guedes, dizendo que em fevereiro de 2008, Serra teria 57,9% e Dilma, 9,2%. “Temos um quadro eleitoral diferente do que vínhamos tendo. Ela (Dilma) passa a ser uma candidata competitiva.”

O diretor afirmou ainda que Serra e Dilma estão cada vez mais próximos e que a ministra parece estar “extrapolando” a transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Me parece que Dilma Rousseff caminha para uma consolidação como candidata junto ao eleitorado”, disse.

Em um segundo turno entre Serra e Ciro, o primeiro venceria o deputado com 47,6% dos votos, contra 26,7%. Já Dilma venceria Ciro Gomes com 43,3% dos votos, contra 31%.

Fonte: Terra

Categorias : Notícia Destaque Tags : , ,
 

Comparar incomoda tucanos, diz Dilma

Publicado por Administrador 19 janeiro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Em resposta ao provável candidato do PSDB à Presidência, governador José Serra, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), defendeu no domingo (17) a comparação entre as gestões Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, dando o tom do que deverá ser seu discurso de candidata. “Quem não quer discutir o momento Lula é porque se incomoda com as comparações”, afirmou.

 ”Quando você está numa disputa, não quer saber só a fala, nem o povo brasileiro se conforma só com o que você prometeu. Então, comparar o governo Lula com qualquer outro período é a forma de podermos chegar ao povo. Olho no olho, com respeito, e dizer: está aqui o que fizemos”, afirmou a ministra depois de participar ao lado de Lula do lançamento da pedra fundamental de uma refinaria da Petrobras em Bacabeira, a 60 quilômetros de São Luís, no Maranhão.

 Na quinta-feira, Serra disse ao jornal O Estado de S.Paulo que, caso venha a ser candidato, pretende fazer uma campanha apontando “coisas para o futuro”.   

Dilma, no entanto, criticou a tentativa do tucano de evitar o debate plebiscitário. “Nunca o Brasil, quando eles governaram, cresceu e distribuiu renda. Então não há motivo para eu fingir que não sei disso. Por que vamos vetar essa discussão? A quem interessa esse veto?”, indagou a ministra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Da Agência Estado

Categorias : Notícias Tags : , , ,
 

Serra cria “apartheid” no sistema público de saúde

Publicado por Administrador 21 setembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

No dia 14 de setembro, fazia quatro dias que a neta de Lúcia Rejane estava internada na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Recém-nascida, a menina possui um tumor na parte externa de sua cabeça. Ela permanece internada porque a máquina de ressonância magnética está quebrada e só esse exame permitirá o diagnóstico: tumor maligno ou benigno. Preocupada, tensa, Rejane fumava dentro do complexo da Santa Casa, num espaço exterior. O hospital é público e administrado por uma organização social (OS), a Irmandade Santa Casa de Misericórdia do Estado de São Paulo.

A alguns metros de Rejane, uma contradição. Existe um outro hospital, o Santa Isabel, que só atende a pessoas conveniadas e também pertence à Irmandade Santa Casa. Causa estranheza, entretanto, um hospital privado ocupando um complexo hospitalar público.

A porta do pronto-socorro do hospital Santa Isabel é automática, seu interior é bem acabado, mas o mesmo se encontra vazio. Do lado dos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contando 50 metros de distância, cerca de 150 pessoas lotavam um pronto-socorro.

Rejane não estava no PS, mas, diante da sua realidade e das dezenas de pessoas esperando por atendimento médico, desabafa: “A gente não tem dinheiro e fica assim; é ruim ter essa diferença, mas os governantes querem assim”. A dona de casa reclamou também da falta de informação e do péssimo atendimento dado a sua neta.

A “diferença” de tratamento citada pela avó aflita poderá aumentar ainda mais com a nova lei aprovada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Com a mudança, o tucano poderá ampliar a terceirização de unidades públicas de saúde para entidades privadas em São Paulo e permitirá que até 25% dos atendimentos sejam dedicados aos planos de saúde. Ou seja, os hospitais estaduais gerenciados por OSs serão reembolsados por atendimentos prestados a pacientes que tenham planos de saúde.

O deputado estadual Raul Marcelo (Psol) explica que o que já é presenciado por Lúcia Rejane também o será por inúmeras pessoas. “Vai criar o apartheid nos hospitais. Nas Santas Casas já existe uma porta do SUS e outra de um órgão privado”. Como na realidade presenciada por Lúcia Rejane, Raul reforça: “é a porta do plano de saúde vai ser a modernizada”.

Mais. Para os críticos da nova lei, o atendimento a convênios prejudicará os pacientes mais pobres, que comumente enfrentam filas enormes, enquanto pessoas com cobertura privada desfrutarão, dentro da rede pública, de melhores serviços. Em declaração ao Correio da Cidadania, o diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, Mário Scheffer, reforça o conceito de divisão social já dito pelo deputado Raul Marcelo e também acredita que “isso cria um verdadeiro apartheid dentro do sistema”.

É só fazer as contas. Agora, as OSs vão atender 75% dos usuários do SUS e 25% de clientes com planos de saúde. Quer dizer, um pessoa que antes esperava sete meses para ser atendida por um endocrinologista, por exemplo, terá um acréscimo de 25% no tempo.

Para a administração tucana, o atendimento de planos traria mais recursos ao setor público. Mas a promotora pública Ana Trotta Yarid entrará com ação de inconstitucionalidade contra o projeto, que visa somente “abrir caminho para a entrada das organizações”.

Abre caminho para um setor e literalmente presenteia outro. Ela lembra, em entrevista ao Correio da Cidadania, que o governo sempre teve a possibilidade de cobrar dos planos pelos atendimentos que esses utilizaram na rede pública. O próprio secretário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Ismar Barbosa Cruz, afirmou no início deste ano que a dívida dos planos de saúde com o SUS é de “no mínimo, R$ 4,3 bilhões”.

Nas tetas estatais

Raul Marcelo chama atenção para dados de um relatório do Dieese. Ele mostra que, em 2004, foram gastos R$ 600 milhões com OSs e, em 2008, foram gastos mais de R$ 1 bilhão.

Roberto*, funcionário de uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) da zona leste da capital paulista, gerenciada por uma OS, denuncia que foram gastos, só para a construção de um jardim estilo japonês, cerca de R$ 20 mil, sem nenhum tipo de fiscalização.“Isso revoltou os funcionários”, diz.

Por falar em revolta dos funcionários, a terceirização como consequência da criação das OSs é fator preponderante para a diminuição dos encargos trabalhistas. Entre 2000 e 2007, os gastos proporcionais com as OSs cresceram 114,14%, saltando de 9,76% para 20,90% dos recursos da saúde. Já as verbas para “pessoal e encargos sociais” caíram, proporcionalmente, 26,08%, saindo do patamar em 2000 de 53,58% para 39,6% em 2007. Esse dados constam do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo), da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

O governo economiza custos e obtêm maior lucratividade. Roberto, entretanto, assinala que na AMA onde trabalha nunca observou a contratação de tantos funcionários, porém, todos terceirizados. Assim como chamou a atenção da reportagem o excesso de seguranças na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Foram observados cerca de 15 seguranças.

Assanhado

Além de abrir as portas da bonança para as OSs e os planos de saúde, em dezembro de 2007, o governador ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF), para derrubar a lei estadual que criou os Conselhos Gestores de Saúde no SUS.

“O destaque mais negativo [com a aprovação da nova lei] é o fato dela desarticular o pouco que conquistamos no Brasil. Em primeiro lugar, a saúde é direito e dever do Estado. Em segundo lugar, ela tem que ter o controle social”, defende Raul Marcelo.

Fonte: Ag. Brasil de Fato

Categorias : Notícias Tags : , ,
 

Distância entre Serra e Dilma cai oito pontos em pesquisa

Publicado por Administrador 1 junho, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), encurtou a distância nas pesquisas entre a sua pré-candidatura a presidente e a do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

A diferença do tucano, ainda líder, para a petista estava em 30 pontos percentuais em março deste ano e agora caiu para 22 pontos, conforme o mais recente levantamento do Datafolha – Dilma tem 16% das intenções de voto contra 38% de Serra no principal cenário.

Em relação à pesquisa anterior, a ministra do presidente Lula subiu cinco pontos percentuais enquanto o tucano paulista perdeu três. O crescimento levou a petista à segunda colocação, empatada tecnicamente com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% para 15%.

É o melhor resultado de Dilma na série histórica do levantamento. Em março do ano passado, no cenário com a presença de Serra, ela tinha apenas 3% contra os mesmos 38% do pré-candidato do PSDB.

Sem o governador paulista na disputa, a petista alcança 19%, apenas cinco pontos atrás de Ciro, líder desse cenário com 24%.

“Mais uma vez, a pré-candidatura de Dilma é a única que ganha pontos. Ela está em ascensão”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. Assinante do jornal leia mais em: Distância entre Serra e Dilma cai 8 pontos

Os eleitores aprovaram o anúncio da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), de que está em tratamento contra um câncer linfático
Entre os brasileiros que declararam ter tomado conhecimento da doença de Dilma, ela atinge 22% das intenções de voto – taxa seis pontos superior a sua média nacional -, enquanto José Serra (PSDB) aparece com35%, índice um pouco abaixo de sua média nacional.

Segundo o Datafolha, para 81% dos entrevistados ela agiu bem ao anunciar publicamente a doença, revelada pela Folha. Apenas 8% reprovaram a atitude da ministra de Lula -11% não souberam responder.

Contudo, 45% dos entrevistados consideram que o fato do candidato não ter problemas na saúde é muito importante na hora de definir o voto. Outros 19% classificaram esse fato como um pouco importante, e 34%, como nada importante.

Ainda de acordo como Datafolha, 65% tomaram conhecimento da doença da ministra -23% deles se consideram bem informados, 32% estão mais ou menos informados e 10% se julgam informados.

O grau de informação é mais elevado no Rio Grande do Sul (77% de conhecimento), Estado em que Dilma desenvolveu sua carreira política.

A ministra luta contra um câncer linfático e, segundo os médicos, suas chances de cura estão acima de 90%. A equipe que cuida de Dilma diz que ela tem reagido bem aos tratamentos, inclusive às sessões de quimioterapia.

Fonte: Folha de São Paulo

Categorias : Notícias Tags : , , , ,
 
Rua Luiz Niemeyer, 184 - Centro • Joinville / Santa Catarina
CEP: 89201-060 • Cx Postal: 716
Fones: (47) 3027-1183 • E-mail: sindicato@sindmecanicos.org.br