Setores de mineração e siderurgia fazem parceria para fabricar aço

Publicado por Administrador 10 maio, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Se a siderurgia vai passar a andar de mãos dadas com a mineração, conforme define o diretor da Mineração Usiminas, Wilfred Bruijn, o contrário também deve ocorrer. Além da Vale, que não quer mais investir em siderúrgicas, mas já o fez recentemente na construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA ), a concorrente Ferrous Resources do Brasil, dona de direitos minerários na Região Central mineira, acelera a busca de um parceiro estratégico para produzir aço em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O processo de licenciamento da usina siderúrgica foi iniciado, informou Antônio Rigotto, diretor de operações da companhia, constituída por fundos de investidores dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália.

“Estamos conversando com parceiros nacionais e estrangeiros. Nos antecipamos no processo de licenciamento, na compra de terras e no conceito do porte da usina siderúrgica”, afirma Antônio Rigotto. O projeto desenhado pela mineradora envolve uma capacidade de produção de 1 milhão de toneladas de aços longos por ano, destinadas a consumo na construção civil e mecânica, setores em que a Ferrous aposta. O diretor de operações da empresa mantém sigilo sobre detalhes na negociação, destacando que a Ferrous oferece como vantagem ao seu parceiro siderúrgico tecnologia própria avançada para produzir minério premium a partir de jazidas eventualmente de teores muito baixos de ferro.

A tecnologia foi, da mesma forma, determinante para o ingresso da Usiminas no segmento da mineração, observa Wilfred Bruijn. “É um desafio, de fato, mas estamos confiantes. A mineração pode se tornar um negócio tão importante para a companhia quanto o aço”, revela. Ao criar a empresa, a siderúrgica se vale da experiência secular da multinacional japonesa Sumitomo, que adquiriu 30% das ações da Mineração Usiminas por US$ 1,929 bilhão.

A partir do fim deste ano a companhia de mineração do grupo Usiminas definirá a sua estratégia comercial, segundo Bruijn. O executivo participou da missão que acompanhou a presidente Dilma Rousseff à China no mês passado, quando se reuniu com representantes de siderúrgicas locais. “Foi uma visita de cortesia, mas ainda assim pude perceber o interesse das empresas na nossa produção”, afirma. Pedro Galdi, analista chefe da SLW Corretora, acredita que os preços do minério de ferro ficarão acima de US$ 120 por tonelada nos próximos quatro anos. “Não é que as siderúrgicas querem ser propriamente mineradoras, mas este ciclo é de alta das commodities e não da siderurgia”, afirma.

Fonte: O Estado de Minas

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Campanha mundial contra a Vale ganha impulso em vários países

Publicado por Administrador 9 novembro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A campanha do United Steelworkers (USW) – sindicato estadunidense dos trabalhadores siderúrgicos – para evitar que a Vale, gigante brasileira da mineração e siderurgia, promova a erosão das condições de trabalho e negue os direitos fundamentais dos trabalhadores em todas as suas operações pelo mundo está ganhando impulso com o apoio da Federação Internacional dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (FITIM) e da ICEM (ramo da mineração) e o site LabourStart.

Membros das duas federações sindicais mundiais estão realizando uma série de ações ao redor do mundo visando operações de negócios da Vale e os investimentos. Já o LabourStart, site especializado em notícias para o movimento sindical internacional, lançou uma carta escrita em favor da campanha e já teve mais de 2,5 mil cartas enviadas ao presidente da Vale, Roger Agnelli, em poucas horas. Alinhado à campanha, a FITIM lançou a sua página de campanha global (www.imfmetal.org/vale) com informações sobre a luta em quatro idiomas.

Os afiliados da FITIM (entre eles a CNM/CUT no Brasil) e da ICEM estão sendo convocados para apoiar a campanha global e enviar cartas para a Vale. Cerca de 3,5 mil membros do USW no Canadá estão em greve desde 13 de julho depois recusarem concessões profundas da gigante brasileira da mineração. A empresa contratou trabalhadores substitutos para continuar a produção durante a greve.

Em 26 de outubro, os trabalhadores da maior mina da Vale no Brasil cruzaram os braços em resposta à proposta da empresa na mesa de negociação. Os trabalhadores na Vale no Brasil denunciaram a negação dos direitos fundamentais do trabalho, baixos salários e as condições precárias de saúde e segurança na empresa.

Em outubro, as afiliadas da FITIM e da ICEM, com a ajuda da Federação Internacional dos Trabalhadores no Transporte, interromperam uma transferência de cobre da Vale do Canadá para a Alemanha e a Suécia. Membros do sindicato realizaram um protesto no porto de Hamburgo e, na Suécia, reuniram-se com os membros do conselho de clientes da Vale Boliden AB, proprietária da fundição de cobre Rönnskär.

A campanha global está causando muito impacto e fazendo alguns executivos da Vale ficarem de com a pulga atrás da orelha. A empresa cancelou duas vezes seu “Vale Day” na Bolsa de Nova Iorque e em Londres, respectivamente. Mais ações globais estão previstas até que uma solução seja alcançada.

Para mais informações sobre a campanha global da FITIM e ICEM em apoio aos trabalhadores da USW na Vale, acesse www.imfmetal.org/vale.

Fonte: FITIM – tradução de Valter Bittencourt

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