Crise Busscar: processos de rescisões indiretas iniciam

Publicado por Administrador 13 julho, 2010 (41) Comentários Imprimir

A decisão tomada por cerca de 1,3 mil trabalhadores e trabalhadoras da Busscar na assembleia geral realizada dia 7 de julho em frente à empresa já iniciou. O atendimento aos interessados em entrar com o processo na Justiça pedindo a rescisão indireta começou nesta segunda-feira (12/7) no Centro Esportivo e Recreativo do Sindicato localizado na rua Rui Barbosa, 495 – bairro Costa e Silva.

O Sindicato montou uma estrutura em mutirão para atender os trabalhadores de forma ágil e rápida. Somente ontem cerca de 140 trabalhadores deram entrada nos documentos do processo. Hoje, até o momento, já foram atendidas mais 70 pessoas que buscam se libertar da empresa que lhes deve três salários (abril, maio e junho), décimo terceiro de 2009 e já se encaminha para o quarto salário em atraso que é o deste mês de julho, sem falar do FGTS e demais direitos em atrasados. Como cerca de 100 trabalhadores já haviam dado entrada anteriormente, já são 310 trabalhadores com a documentação entregue para a rescisão indireta.

A empresa tem ligado para os trabalhadores pedindo que aguardem mais 10 dias, um pouco mais de “paciência” para que então entrem com o processo. Por isso o Sindicato verifica que o número ainda é menor do que o esperado. “O Sindicato espera é que a Busscar pague seus trabalhadores e volte a produzir, e os caminhos para isso estão dados, mas falta boa vontade por parte dos acionistas. A direção do Sindicato cumpre seu papel de defensor dos direitos dos trabalhadores, deliberando democraticamente via assembleia geral. Faltam 10 dias para a empresa cumprir a sentença que a Justiça determinou” avisa o presidente João Bruggmann.

Na semana passada a Justiça do Trabalho deu duas vitórias aos trabalhadores da Busscar com a determinação do pagamento dos salários atrasados de abril e maio, mais o décimo-terceiro de 2009 – o que neste caso inclui os que aderiram ao PDV – em até 15 dias, e também o bloqueio de todos os bens das empresas do grupo e acionistas para que se garantam os recursos para pagamento de salários atrasados.

Enquanto a Busscar não decide pela abertura de capital e retomada da produção para manter empregos e renda em Joinville (SC), as empresas concorrentes estão vindo buscar a experiência dos trabalhadores que estão saindo da empresa. Caio/Induscar e o Grupo Mascarello estão cadastrando e buscando os profissionais nas mais diversas áreas.

O Grupo Mascarello inclusive estará no Centro Esportivo e Recreativo na próxima sexta-feira (16/7) com recrutamento para as vagas de Modelista
Gabariteiro, Montador de Acabamento, Eletricista Automotiva, Mecânico Automotivo, Montador de Componentes, Soldador nível III, Projetista
Processista, Programador de PCP. Os interessados podem acessar o site da empresa – www.grupomascarello.com.br.  

Já a Caio/Induscar oferece vagas de Soldadores, Pintores, Operadores de Máquinas, Montadores, Modeladores, Eletricistas, serralheiros; Engenheiros, Desenhistas Mecânicos, Projetistas, Project Leader, Técnicos e Analistas de Processos, Assistente de Produção, profissionais com experiência em CKD, profissionais de logística, de manutenção industrial; Supervisores, Chefes de Produção, e de Áreas Técnicas. Os interessados podem se cadastrar via site da empresa – www.caio.com.br - que ainda não decidiu montar equipe para contratar em Joinville.

O Sindicato continua trabalhando para que os companheiros que estão sofrendo com a situação da Busscar possam retomar suas vidas de forma digna, apoiando com a campanha de alimentos, garantindo recursos com os bens da empresa para pagamento dos atrasados, oferecendo o departamento jurídico para encaminhamento das ações devidas, e também pressionando pelo fim da novela com a retomada da produção.

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Busscar: Justiça acata integralmente ação de indisponibilidade dos bens

Publicado por Administrador 9 julho, 2010 (17) Comentários Imprimir

O juiz da 4ª. Vara do Trabalho de Joinville (SC) acaba de emitir a sentença favorável à ação proposta pelo Sindicato dos Mecânicos para tornar indisponíveis os bens relativos a todo o grupo econômico da Busscar, inclusive acionistas. Todos os bens móveis, créditos bancários e títulos de créditos, imóveis das empresas e acionistas requeridos até a integral satisfação dos créditos devidos.

Oficiais de justiça já estão em ação para arrolar todos os itens. Até movimentação de conta corrente das empresas foi alcançada pela ação. A ação que corre sob o número 02207-2010-030-12-00-5 teve um pedido de liminar negado pelo Juiz do Trabalho Nivaldo Stankiewicz, que entretanto mandou notificar as empresas Busscar Ônibus S/A, Busscar Ônibus Unidade Plástico, Climabuss Ltda, Tecnofibras S/A, Nienpal Empreendimentos e Participações, Lambda Participações e Empreendimentos, Busscar Comércio Exterior, Busscar Investimentos e Empreendimentos, Tecnofibras HVR Automotiva S/A, Rosita Nielson, Claudio Roberto Nielson e Fabio Luis Nielson para que prestassem esclarecimentos. O Sindicato também se posicionou.

Após os últimos acontecimentos que mostram o agravamento da crise o juiz resolveu acatar o pedido do Sindicato, que assim garante o pagamento de todos os créditos trabalhistas dos cerca de três mil trabalhadores que estão a três meses sem salários e com o décimo terceiro de 2009 atrasado até a data de hoje. O juiz acatou também o pedido do Sindicato para que o Ministério Publico do Trabalho acompanhe todo o processo.

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Joinville ganha sua sede própria da Gerência Regional do Trabalho

Publicado por Administrador 22 junho, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Atenção trabalhadores e trabalhadoras de Joinville e Região: finalmente a cidade ganhará sua sede própria do Ministério do Trabalho. Na próxima quinta-feira – 24 de junho – a partir das 18 horas o ministro do Trabalho Carlos Lupi inaugura o prédio localizado na rua Princesa Isabel, s/n – em frente à Epagri e logo após o Camelódromo, bem no centro da maior cidade catarinense.

As obras do novo prédio da Gerência Regional do Trabalho de Joinville, que promete desafogar o atendimento a quem precisa tirar a Carteira de Trabalho ou dar entrada no seguro desemprego iniciaram em 2009. O novo prédio tem três andares e 1,5 mil m², segundo a gerência. A sala de espera terá 150 poltronas, quatro vezes mais do que o prédio atual, na rua Abdon Batista, também no Centro, que hoje sofre com a falta de espaço.

A sede atual tem 300 m² e cerca 40 cadeiras, o que obriga muita gente a esperar do lado de fora. Para o presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Bruggmann, essa luta foi liderada pelo Sindicato junto com os demais sindicatos e a cidade finalmente recebe o que lhe era devido há décadas.

“Era inconcebível que a maior cidade do estado não tivesse uma estrutura à altura da sua necessidade, dos anseios dos trabalhadores. Finalmente chegamos a essa conquista, que é uma conquista de todos os trabalhadores. Mas apesar da nova sede, é preciso também mais gente para atender”, comemora e cobra Bruggmann.

Ele se refere a carência de funcionários para o atendimento ao público, que deve ser ampliado para que o local não seja apenas um prédio b0nito. Em reportagem concedida em 2009, a assessoria da Superintendencia Regional do Trabalho dizia que além do espaço, o número de funcionários no novo prédio também deveria aumentar. Hoje, o serviço possui quatro atendentes. Segundo a gerência, já há mais três concursados e a possibilidade de a Prefeitura ceder mais um — o que dobraria esse número.

“É assim, luta e avanço, luta e avanço, assim é que conquistamos a sede própria, e agora vamos cobrar do Ministro a ampliação significativa do atendimento na nova sede”, avisa João Bruggmann.

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Busscar: Sindicato dedica atenção especial para solução da crise

Publicado por Administrador 15 junho, 2010 (12) Comentários Imprimir

O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região está dedicando atenção especial à crise da Busscar há meses, e na semana passada esteve com seu Presidente João Bruggmann à frente das articulações e agendas no BRDE, Badesc, BNDES e até na CUT Nacional em busca de saídas para o pagamento dos salários atrasados, rescisões do PDV, FGTS e também a retomada da produção para garantia de empregos e renda.

Bruggmann esteve na reunião com o governador Leonel Pavan em Florianópolis na terça-feira passada (8/6), na quarta-feira (9) esteve no BNDES no Rio de Janeiro e na quinta (10) foi à São Paulo articular com a CUT Nacional em defesa dos empregos que a Busscar mantém. No BNDES, o Presidente do Sindicato participou ativamente das discussões com os 14 bancos credores, empresa e BNDES, sempre alertando para o desespero dos pais de família que ainda não receberam seus salários.

Na CUT Nacional, Bruggmann buscou alternativas para atuação junto ao Governo Federal caso as outras saídas não sejam viáveis e aprovadas. Lá ele entregou o abaixo-assinado colhido pelos trabalhadores da Busscar que contém 64 mil assinanatura, o que prova claramente a importância da sobrevivência da empresa e seus empregos para as famílias, Joinville e o Brasil.

Para Bruggmann, a saída encontrada para que a empresa retome a produção e quite salários em atraso, e os mantenha em dia, é o Projeto Guatemala no valor de R$ 180 milhões que precisa da aprovação dos bancos credores.

“Eles, os credores, pediram 10 dias para responder, e essa data expira na próxima sexta-feira (18/6) para esse caso. A empresa precisa responder algumas coisas, correr atrás também. Esperamos, e trabalhamos, para que a resposta seja positiva. Os trabalhadores precisam receber”, destaca Bruggmann. Ele ressalta ainda que essa não é a saída final, mas apenas paliativa.

“A saída final todos sabem qual é e está clara para quem participa das reuniões. Mas o Sindicato esteve, está e estará sempre ao lado dos trabalhadores até que a solução final para a crise e empregos seja encontrada e colocada para funcionar”, afirma Bruggmann, dando assim todo o apoio do Sindicato neste momento difícil.

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Colônia de Férias recebe investimentos

Publicado por Administrador 27 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A Colônia de Férias do Sindicato dos Mecânicos localizada na praia de Itaguaçú em São Francisco do Sul na estrada do Forte, distante apenas 40 km de Joinville, está recebendo mais investimentos, agora no aumento do reservatório de água.

Há três anos a diretoria do Sindicato quase dobrou a capacidade de armazenamento de água na Colônia, passando de 25 mil litros para 45 mil litros. Agora o investimento mais que dobra a água disponível para os associados e seus dependentes, principalmente no verão. As obras estão sendo realizadas em uma nova caixa d’água que terá capacidade de reservar 62 mil litros de água.

Assim a Colônia de Férias passa a ter mais de 100 mil litros de capacidade de armazenamento de água potável, suficiente para atender à demanda do grande número de pessoas que a utilizam anualmente. “Estamos trabalhando para manter o patrimônio dos trabalhadores em dia, e cada vez melhor”, diz o presidente João Bruggmann, que também avisa que logo serão feitos novos investimentos na Colônia, ainda antes do verão.

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Campanha Salarial: Assembleia aprova 6% e Piso Único de R$ 685,00

Publicado por Administrador 26 abril, 2010 (1) Comentário Imprimir

Os trabalhadores da categoria mecânica de Joinville e Região aprovaram em assembleia geral realizada no sábado (24) pela manha no Centro Esportivo do Sindicato a contraproposta patronal de 6% de aumento salarial – 0,7 ponto percentual sobre a inflação entre abril/2009 e março/2010. O índice têm de ser aplicado nas folhas de pagamento de abril que serão pagas até o quinto dia útil de maio.

Outro avanço conquistado pela categoria foi o Piso Único no valor de R$ 685,00, uma conquista importante para uma grande massa de trabalhadores que antes recebiam na contratação o valor de R$ 511,00, ou ainda R$ 630,00 após a experiência. “Arrancamos um reajuste significativo para os trabalhadores, já que elevamos em 34,2% o Piso, que agora é único, e 8,8% aproximadamente se levarmos em conta o Piso que existia após a experiência. Esse avanço vai possibilitar reflexos fortes em todos os salários da categoria, pois eleva o nível em todos os sentidos”, destaca o presidente do Sindicato, Joao Bruggmann. O Piso Estadual de Salários aprovado em 2009 e já em vigor determina um Piso de R$ 679,00 para a categoria.

As demais cláusulas sociais permanecem todas, inclusive a Pré-Aposentadoria, que é um benefício obrigatório de estabilidade no emprego para quem tem 10 anos na empresa e está a dois anos de se aposentar. Outras categorias que estão em negociação coletiva no momento ainda não conseguiram avançar no índice de aumento salarial e também no Piso.

“Não é o que merecemos e o que queríamos, mas é um passo importante na medida em que a participação dos companheiros nas assembleias e negociações tem sido baixa. Quanto menos mobilizados, perdemos força na mesa de negociações. Mas o importante é que o Sindicato continua a lutar por mais e melhores salários e benefícios para a categoria. Agora vamos nos concentrar na negociação coletiva em São Bento do Sul que está emperrada”, finaliza João Bruggmann.

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Crise da Busscar: Sindicato cancela reunião e vai entrar com ação na justiça

Publicado por Administrador 22 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região decidiu cancelar a reunião com a empresa Busscar Ônibus que aconteceria na próxima quinta-feira (22) às 9:30 horas na sede da Associação Empresarial de Joinville (Acij). O motivo do cancelamento foi a entrega de um comunicado da empresa no fim da tarde desta terça-feira na sede do Sindicato onde, além de mudar o local da reunião para o Hotel Le Canard após ter solicitado ao Sindicato que indicasse o lugar do encontro, não aceita a participação de outras entidades – Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho – na reunião, e indica quatro pessoas que não tem poder acionário e tampouco de decisão sobre os rumos da empresa para sair da crise, conforme o Sindicato dos Mecânicos já indicou repetidas vezes nos últimos meses. No comunicado a Busscar diz ainda que “não vê sentido na participação de outras entidades na reunião”, ou seja, na solução da crise que a está levando a um quadro de falência.

Diante dessa escolha da empresa em continuar o seu caminho solitário de gestão desastrosa, do desrespeito com os trabalhadores e trabalhadoras que dedicam e dedicaram anos de suas vidas ao crescimento da Busscar e ao Sindicato que os representa, e também ao descaso para com diversas pessoas que já empenharam seus esforços no setor político, empresarial e sindical para que a mesma empresa saísse do quadro de falência em 2003/2004 com apoio do BNDES e outros bancos e entidades, o Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região deseja sucesso aos acionistas que comandam a Busscar na busca por essas saídas mirabolantes que tentam vender à sociedade, mas afirma que vai lutar com todas as armas existentes, judiciais e extra-judiciais, para resguardar os direitos dos trabalhadores da empresa em relação ao 13º. Salário, FGTS, INSS e outras verbas que estão em atraso há longos meses somando cifras no montante de milhões de reais.

A Busscar escolheu o seu caminho. Nós, que já fomos parceiros na sua recuperação no passado recente, e também agora na busca por soluções definitivas para a marca, seus trabalhadores e a sociedade joinvilense, decidimos cuidar do nosso caminho que é a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores que está sendo agredido há meses. Nos sentimos desrespeitados diante das enrolações e adiamentos sucessivos, e agora da não presença do senhor Claudio Nielson e os outros acionistas na reunião que buscaríamos resolver o atual quadro. Por isso vamos já no início da próxima semana entrar com ação judicial com nosso departamento jurídico visando resguardar os direitos dos nossos trabalhadores, que é quem defendemos e vamos continuar a defender ainda mais a partir de agora”, afirma o presidente do Sindicato João Bruggmann.

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Reforma do telhado da Sede do Sindicato está pronta

Publicado por Administrador 5 abril, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

A tempestade que destruiu dezenas de carros, casas, empresas e ruas em Joinville no dia 8 de fevereiro passado deixou marcas também no Sindicato dos Mecânicos: parte do telhado da sede central (auditório e salas do piso superior) foi danificado, e também o muro lateral, um prejuízo que passou dos R$ 60 mil. Depois do grande susto e que não deixou feridos, a direção correu atrás para recuperar o patrimônio dos trabalhadores.

Passados dois meses, a reforma está pronta. Além da recuperação do telhado, forros, paredes e toda a estrutura de madeira da cobertura, e do novo muro, agora a sede central conta com um beirado que evita que as águas escorram pela parede do prédio, e dá um pouco mais de segurança quando as chuvas e ventos chegam forte.

O investimento foi feito emergencialmente, e com muito esforço feito pela diretoria. Segundo o presidente João Bruggmann, o Sindicato fez ginástica para arcar com essas despesas porque não recebe os valores devidos pela Busscar com imposto sindical e outros descontos das folhas de pagamento dos seus funcionários. “A Busscar nos deve o imposto sindical de 2009 e outras taxas que fazem falta para a manutenção do Sindicato. Mas fizemos tudo para recuperar o patrimônio”, explicou o Presidente.

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Crise da Busscar: Sindicato recebe comissão de trabalhadores

Publicado por Administrador 16 novembro, 2009 (10) Comentários Imprimir

Após realizar manifestações diante da fábrica da Busscar na quinta-feira (12/11) e realizar inúmeras reuniões e contatos de bastidores, a diretoria do Sindicato dos Mecânicos recebeu na tarde desta segunda-feira – 16 de novembro – uma comissão de trabalhadores da empresa para conversar sobre os rumos a tomar sobre a crise na empresa.

O presidente João Bruggmann conduziu a reunião com a comissão formada por 13 trabalhadores, ouvindo o apelo de todos para o apoio do Sindicato ao grupo. Bruggmann anunciou o apoio à comissão provisória formada, observando que o objetivo final é a formalização de uma verdadeira Comissão de Fábrica como acontece a muitos anos no ABC paulista. “Lá funciona muito bem em todos os aspectos. Aqui os empresários pensam que somos inimigos”, explicou o Presidente.

Ainda sobre a crise da Busscar, Bruggmann lamentou a desinformação que alguns diretores da empresa tentaram espalhar aos trabalhadores, afirmando que o Sindicato quer a falência da empresa. Segundo ele, o Sindicato é o maior interessado na solução definitiva para a empresa por conta dos trabalhadores, que sofrem com a falta de informaçoes corretas, salários e direitos pagos em dia, e futuro mais claro.

“Quero reiterar que a nossa direção já atuou decisivamente na primeira crise (2003-4), sem o que não haveria mais Busscar hoje, e agora somos os maiores interessados em que a empresa saia do atoleiro. Já dissemos algumas saídas, agora temos essa comissão que deve ser respeitada, mas os diretores da Busscar tem de abrir a cabeça e dialogar conosco, que é o que sempre pedimos e nos esforçamos para ter”, explicou Bruggmann.

A empresa ainda não pagou os 50% restantes dos salários de outubro, que havia prometido quitar na sexta-feira (13), até o momento de fechamento desta nota. O Sindicato continua em alerta e conversando com todos as lideranças envolvidas em busca da saída que preserve direitos, empregos e salários

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Busscar paga apenas 50% da folha e Sindicato bloqueia convênios

Publicado por Administrador 9 novembro, 2009 (26) Comentários Imprimir

A Busscar Ônibus não cumpriu com o compromisso legal de pagar os salários dos seus funcionários integralmente até o quinto dia útil, depositando apenas metade dos salários dos trabalhadores e trabalhadoras. A promessa, mais uma, é de que os 50% restantes sejam pagos até quarta-feira (11/11). Apesar dessa promessa, a diretoria do Sindicato esteve hoje na frente da fábrica com o caminhão de som cobrando os direitos dos trabalhadores.

Segundo o presidente João Bruggmann, o sindicato já convocou uma grande assembléia geral para a próxima quinta-feira (12/11) em frente a empresa para discutir com os trabalhadores os passos a ser tomados a partir desse momento difícil e traumático que a empresa volta a passar após alguns anos.

“A empresa não se comunica com seus trabalhadores. Não abre o jogo, esconde dados, e deixa todos em situação de insegurança. Pedimos isso hoje, que os diretores da empresa falem com seus funcionários, e não via imprensa, jornais”, atacou Bruggmann. Outra decisão tomada pela direção do Sindicato, e comunicada aos trabalhadores via caminhão de som hoje pela manhã foi o bloqueio dos convênios com o cartão PlenoCard.

“Eles nos devem mais de R$ 400 mil em convênios atrasados, descontando do trabalhador e não repassando ao Sindicato, firmaram inúmeros acordos conosco e não cumpre nenhum. Os trabalhadores estão cientes disso, e agora só os atendimentos internos, no Sindicato, estão mantidos até que a situação se normalize definitivamente”, afirma o presidente Bruggmann. A empresa está quase paralisada totalmente na produção, não há nenhuma luz sobre o financiamento do BNDES no valor de R$ 25 milhões, e as operações financeiras se resumem a antecipação de receitas, ação que também esgotou sua força já que a empresa não está em condições de cumprir compromissos de entrega.

Para João Bruggmann, os donos e diretores da empresa tem de decidir o que fazer: pedir falência, entregar a empresa aos seus credores que assumiriam a administração, ou mesmo após o processo de falência alugar a marca e parque fabril para investidores, como já se viu em várias situações no Brasil.

“O que não pode mais continuar é essa situação pré-falimentar, com os trabalhadores inseguros, sem salários, sem pagamento de FGTS, INSS e outras irregularidades acontecendo no chão de fábrica. E olhe que tem gente na empresa que já está no segundo salário atrasado, pessoal de escalões mais acima. Por isso estamos cobrando uma posição mais clara dos diretores. E é isso que vamos fazer na assembléia geral”, finalizou Bruggman.

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