Descubra o que é piso salarial e como ele é definido
Piso salarial é o menor salário pago a um trabalhador dentro de uma categoria profissional específica, formada por empregados de diversas funções num mesmo setor de atividade econômica. São exemplos de categorias profissionais os trabalhadores na área de saúde, da construção civil, transporte, metalúrgicos, têxteis, professores, bancários, comerciários etc.
Normalmente, o piso salarial é estabelecido na data-base da categoria e determinado por um acordo ou convenção coletiva de trabalho, fruto de negociação entre as partes (patrão e trabalhadores). O processo que resulta na assinatura de um acordo ou convenção coletiva – também conhecidos por instrumentos normativos – é chamado de negociação coletiva. Os acordos e convenções coletivas de trabalho estabelecem normas e compromissos entre as partes, que devem ser respeitada durante sua vigência.
Já a data-base é a data na qual os sindicatos representantes das categorias têm para, através da negociação ou ajuizamento de uma ação coletiva, requerer, rever, modificar ou extinguir normas contidas nos instrumentos normativos de sua categoria. É o mês no qual se discute o reajuste do piso salarial, por exemplo.
Outro detalhe importante é que valor do piso salarial definido para uma mesma função ou profissão pode variar conforme o estado, cidade ou mesmo empresa. Isso porque os pisos salariais definidos em acordos ou convenções coletivas de trabalho têm validade somente para os trabalhadores abrangidos por esses documentos.
O piso de um servente de obras pode ter um valor diferente em Santa Catarina, do valor fixado no Pará, por exemplo. E mesmo dentro de um Estado, o piso do servente que trabalha na capital pode ser diferente daquele definido ao que trabalha no interior. As diferenças resultam de processos de negociação independentes.
Os pisos também variam para profissões diferentes dentro de uma mesma categoria profissional. Assim, no caso dos trabalhadores na construção civil, os pisos podem ser diferenciados para pedreiros e mestres de obra, por exemplo.
Uma das reivindicações históricas do movimento sindical nos processos de negociação coletiva de trabalho é o estabelecimento de pisos salariais. A fixação de pisos, além de assegurar valores mínimos para o exercício das diversas atividades profissionais, tende a se refletir nas faixas salariais subsequentes, contribuindo para a elevação do patamar de remuneração dos trabalhadores e para a redução do leque salarial das empresas.
O piso também é da maior importância para inibir a rotatividade da mão de obra, especialmente nos postos de trabalho de menor qualificação, uma vez que desestimulam dispensas para substituição de trabalhadores por outros com salários menores.
Meu salário
Futsal dos Mecânicos inicia com 124 gols, e Duque vence torneio feminino
O Campeonato de Futsal dos Mecânicos iniciou no sábado – 20 de agosto – a sua nona edição na categoria Livre, até 35 anos. Em 14 partidas disputadas foram marcados 124 gols, uma média de 8,85 gols por jogo. Já o torneio feminino foi disputado pelas equipes da Meditec, Duque e Meister, com a Duque sagrando-se campeã com vitória sobre a Meister por 6 a 0. Em terceiro lugar ficou a Meditec. As campeãs receberam além de troféu e medalhas, dez quilos de carne. A Meister e a Meditec receberam medalhas e troféus. A diretoria do Sindicato ofereceu ainda o almoço de confraternização para todas as equipes.
Já na primeira rodada da categoria Livre até 35 anos, a Sinos abriu a primeira rodada aplicando uma goleada de 16 a 4 no time da Furgões Joinville, mostrando que vem para essa temporada disposta a manter o título conquistado em 2010. As equipes da Ponteiras Rodrigues, Dario Basso, Entre Amigos, e LV Mecsul também venceram bem seus jogos e se credenciam na disputa que está apenas começando.
Confira abaixo os resultados da primeira rodada:
SINOS 16 x 4 FURGOES JOINVILLE
VAMA FC 2 x 5 SATAKE
KAMOLDES FERR 4 x 3 SOCEM
METALURGICA DUQUE 0 x 10 DARIO BASSO
ELDORADO MAQUINAS 4 x 4 MEGA ESTAMPA
SUIN INDUSTRIA 2 x 14 ENTRE AMIGOS
KRISMA FERRAMENTARIA 0 x 6 PONTEIRAS RODRIGUES
LV.TRAMP.MEC SUL 8 x 1 MECANICA DIESESUL
FRANKLIN ELT FUNDIÇAO 3 x 3 ERZINGER INDUSTRIA
MEDITEC 5 x 6 CAL COMPONENTES
GTP GRAVAÇOES 3 x 5 AGE SANTA CATARINA
MOLDTOOL FERR 1 x 5 INDUBOR
PV CERCA .MD.S.ANTONIO 2 X 2 LEAS INDUSTRIAL
TEC NUNFER 2 x 4 LASERVILLE
A arbitragem foi muito bem com a estréia da Liga Norte de Futsal – Linfesc – que este ano assumiu essa parte importante do Campeonato de Futsal dos Mecânicos. Segundo o secretário de Esportes, João Luiz Vieira, o início foi muito bom. “Começamos bem, com bons jogos e algumas equipes já experientes vencendo bem seus jogos. Mas a disputa pelo título está apenas começando”, ressaltou João Luiz.
Veja agora a tabela de jogos para o próximo sábado – 27 de agosto – quando os jogos iniciam a partir das 10 horas no Centro Esportivo do Sindicato localizado na rua Rui Barbosa, bairro Costa e Silva:
10:00 FURGOES JOINVILLE x LASERVILLE
10:00 SOCEN BRASIL x VAMA FUTUBOL CLUBE
11: 00 KAMOLDES FERR x SATAKE
11:00 LV TRAMP.MECANICA SUL x ERZINGER INDUSTRIA
13:30 MECANICA DIESELSUL x FRANKLIN EL .FUNDIÇAO
13:30 AGE SANTA CATARINA x MOLDTOOL FERR
14: 20 GTP GRAVAÇOES x INDUBOR
14:20 SINOS x TEC NUNFER
15:15 DARIO BASSO x MEGA ESTAMP
15:15 DUQUE x ELDORADO MAQUINAS
16:00 SUIN INDUSTRIA x PONTEIRAS RODRIGUES
16:00 ENTRE AMIGOS x KRISMA FERRAMENTARIA
16:50 MEDITEC x PV.CERCA MOD.S .ANTONIO
16:50 CAL COMPONENTES x LEAS INDUSTRIAL
Acompanhe aqui no site os resultados das rodadas do Campeonato de Futsal dos Mecânicos, e também pelo programa Hora do Trabalhador na Rádio Clube AM 1590 a partir das 13:30 horas, que você pode ouvir pelo rádio ou pela internet no endereço eletrônico www.radioclubejoinville.com.br. Fique atento e participe das emoções do futsal do seu Sindicato dos Mecânicos.
“Os 30 anos da comissão de fábrica na Ford”
A primeira representação de trabalhadores formalmente reconhecida dentro de uma fábrica no Brasil completa 30 anos em julho. Criada após intensa mobilização e uma greve de cinco dias contra 450 demissões, a Comissão de Fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, se tornou ao mesmo tempo marco histórico e divisor de águas de um novo modelo de relações no trabalho não só para categoria, mas para toda a classe trabalhadora brasileira.
Até 1981, o movimento sindical brasileiro tinha sua atuação limitada aos portões das fábricas. O Brasil enfrentava a repressão da ditadura militar, que também se refletia nas relações capital e trabalho, com olheiros dos militares plantados dentro das empresas. Não havia clima nem espaço para diálogo, muito menos respeito às reais necessidades dos trabalhadores, ignorados e subjugados pelo poder patronal. A repressão era o chicote das chefias e a demissão a arma de fogo que acabava com qualquer tentativa de reivindicação, diálogo e mudança.
A representação dentro da Ford rompeu com essa realidade autoritária e arbitrária, para dar voz ao trabalhador e garantir a ele andar de cabeça erguida no local de trabalho e fazer a luta da categoria ecoar além dos portões das fábricas, tomar as ruas e ganhar o apoio da sociedade. Os primeiros anos foram difíceis. Aos poucos, porém, comissão e empresa começaram a dialogar e a tratar de questões antes discutidas apenas na data-base, como promoção dos empregados, saúde do trabalhador, jornada de trabalho, desenvolvimento profissional.
Precursora, a Comissão de Fábrica da Ford deu origem à conquista de novas formas de representação sindical no interior das empresas. Na base dos Metalúrgicos do ABC, já são 89 representações. Hoje também presentes no interior de São Paulo, elas dialogam e decidem sobre tudo, inclusive, temas complexos como a competitividade, investimentos, novos modelos de produção, impacto das importações, inovação tecnológica e outros temas imprescindíveis ao futuro da indústria, da produção e de empregos de qualidade.
Graças a esse modelo de representação eleita democraticamente pelos trabalhadores sob a organização e liderança do Sindicato, os problemas específicos de uma fábrica são discutidos, negociados e resolvidos diariamente, contribuindo ainda para redução do passivo das empresas e para esvaziar as prateleiras da Justiça do Trabalho, onde hoje tramitam mais de 7,2 milhões de processos trabalhistas.
Isso porque a representação no local de trabalho é a garantia de democracia, modernização, diálogo e negociação. Ela garante fiscalização, impede fraudes e assegura o cumprimento dos direitos básicos dos trabalhadores dentro da fábrica. Eles, por sua vez, se tornam mais autônomos e respeitados.
Infelizmente, essa não é a realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros que têm seus direitos básicos (estabelecidos em lei desde 1930) desrespeitados por falta de diálogo, representatividade dos sindicatos e de responsabilidade social por parte das empresas.
Com base no nosso modelo de representação, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC defende proposta de projeto de lei que será encaminhada ao Congresso Nacional com objetivo de fortalecer a representação no local de trabalho, os acordos e a negociação coletiva. Aprovado, será inegável avanço, cuja semente foi plantada há 30 anos na Ford.
O Brasil precisa seguir na luta pela modernização das suas relações de trabalho. Parabéns a todos os companheiros e companheiras da Ford que naquela época e ainda hoje contribuem para o início desse processo e para a democracia dentro do local de trabalho.
* artigo de Sergio Nobre, presidente do Sindicato do ABC, reproduzido pela entidade acreditar e apostar na proposta
Sindicato apóia novo programa de rádio – Hora do Trabalhador!
O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região está intensificando a sua comunicação com os trabalhadores e a comunidade de Joinville (SC) e todo o norte catarinense, agora no meio rádio. A partir de segunda-feira, 8 de agosto, entra no ar o programa Hora do Trabalhador na Rádio Clube AM 1590, das 13:30 às 14 horas, de segunda a sexta-feira. O Sindicato é apoiador central, com direito a divulgação de notícias e assinatura principal do programa.
A intenção dos produtores do Hora do Trabalhador é informar sobre direitos do trabalhador, saúde, educação profissional, empregos, notícias dos seus sindicatos, mudanças nas leis ou projetos de lei que possam modificar as regras vigentes, entrevistas com personalidades que tenham algo a dizer sobre o mundo do trabalho, e ainda as oportunidades de lazer e cultura por toda a cidade.
O presidente João Bruggmann é o primeiro entrevistado do programa Hora do Trabalhador na próxima segunda-feira às 13:30 horas na Rádio Clube AM 1590. Liderança destacada do movimento sindical, Bruggmann vai falar sobre sua história no meio, a luta para manter os direitos dos trabalhadores, a importância do Sindicato na vida das categorias, e as últimas atividades do seu Sindicato em relação à Busscar e outros temas.
Fiquem ligados, a partir de segunda-feira (8/8) na Rádio Clube AM 1590 a partir das 13:30 horas tem o programa Hora do Trabalhador, tudo que interessa para a sua vida profissional.
“Erradicar o trabalho infantil no Brasil”
Preliminarmente, é importante contextualizar a questão do trabalho infantil no Brasil. Em que pese que essa exploração remonte ao processo de colonização e escravização no Brasil, sua manifestação atual adquire características próprias ao desenvolvimento do neoliberalismo.
No Brasil, em função do aguçamento da luta de classes no final da década de 1970 e durante a década de 1980, o neoliberalismo foi retardado em função da forte pressão popular e do período de transição democrática, o que não impediu um aumento da concentração de renda e de riqueza, agravando ainda mais as condições de vida da população durante todo esse período.
Nesse momento, enquanto a Constituição de 1988, resultado dos variados projetos em disputa, apontava para uma política de bem-estar social para o Brasil, a nova realidade econômica apontava para outros rumos. A acumulação do capital exigia medidas distintas das pretensões universalizantes de políticas públicas de saúde, educação, assistência social, entre outras.
Esse ajuste foi feito, principalmente, pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (1994 – 2002), com as privatizações, a flexibilização das relações trabalhistas e a abertura comercial. As conseqüências desse novo modelo foram sentidas no agravamento dos conflitos sociais, na contínua concentração de renda e riqueza e no aumento do desemprego no país. Isso colocou o movimento sindical e o conjunto dos demais movimentos populares na defensiva.
Verifica-se, também na esfera das políticas públicas concernentes à erradicação do trabalho infantil, o referido descompasso. Havia toda uma perspectiva de garantia de direitos. A Constituição de 1988, no artigo 227, que é baseado na Declaração Universal dos Direitos das Crianças (1959), estabelece nova diretriz para o atendimento à infância e adolescência, institui a “Doutrina de Proteção Integral”, substituindo a “Doutrina da Situação Irregular” do Código de Menores, e coloca esse segmento na posição de absoluta prioridade:
Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (BRASIL, 1998, p. 116).
Porém, o desenvolvimento econômico em curso exigia do Estado um novo papel. As esferas públicas tornaram-se novos espaços de lucratividade, as políticas públicas foram substituídas cada vez mais pelos serviços privados, como ONG’s (Organizações Não Governamentais), OSCIP’s (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), OS’s (Organizações Sociais), Fundações e demais entidades de direitos privados. O controle social se “democratizou”, a sociedade civil e os interesses privados assumiram “suas” responsabilidades sociais.
Com a eleição de Lula, abriram-se novamente as perspectivas de enfrentamento do trabalho infantil no país. Em 2002, a CONAETI foi instituída com o objetivo prioritário de viabilizar o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, tendo como pontos de partida os trabalhos realizados pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI). As ações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) cumprem papel importante na garantia de direitos.
Diante de novas possibilidades abertas, é preciso fazer o enfrentamento sem retóricas, porque os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE), de 2009, demonstram que a situação do trabalho infantil no Brasil ainda é grave. O estudo indicou que nesse ano 4,3 milhões de brasileiros com idade entre 5 e 17 anos estavam trabalhando, ainda que tenha representado uma queda em relação amostra anterior.
Em relação ao número de horas trabalhadas, a maioria (30,5%) tinha uma jornada semanal de 40 horas ou mais. Em 2006, esse taxa era de 28,6%.
A PNAD também mostra que quanto mais nova a criança maior a chance de estar em atividades agrícolas(trabalho perigoso). Na faixa etária de 5 a 13 anos, 60,7% estão no setor, considerado o mais pesado devido ao manuseio de ferramentas de corte e aos riscos de contato com animais peçonhentos, além do problema da falta de fiscalização.
considerando os dados da Pnad, o Brasil não cumprirá os compromissos assinado perente a ONU com objetivos do desenvolvimento do milênio com metas até 2015; uma delas é erradicar as piores formas de trabalho infantil.
A CUT é membro efetivo da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI), coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego; também do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), órgão da sociedade civil, com o objetivo de cobrar a aplicação das convenções 138 e 182 da OIT, além de ter contribuido na construção, acompanha a execução do II Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil.
Em Genebra na leitura do informe sobre o Trabalho Infentil na 100ª Conferencia Internacional do Trabalho – A OIT pediu aos países membros que sejam tomadas medidas urgentes para erradicar o trabalho infantil perigoso que, neste momento, afeta cerca de 115 milhões de crianças em todo o mundo.
Em novo relatório divulgado por ocasião do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que se comemora em 12 de junho, a Organização Internacional do Trabalho destaca que este número representa mais da metade de todos os trabalhadores infantis do mundo, estimados em 215 milhões.
O relatório “Crianças em trabalhos perigosos: o que sabemos, o que precisamos fazer”, cita estudos de países industrializados e em desenvolvimento, indicando que a cada minuto durante o dia, uma criança que trabalha em algum lugar do mundo sofre um acidente de trabalho, doença ou trauma psicológico.
O relatório também afirma que, embora o número total de crianças entre 5 e 17 anos em trabalhos perigosos diminuiu entre 2004 e 2008, o número de crianças entre 15 e 17 anos nestas atividades teve um aumento real de 20 por cento no mesmo período, passando de 52 milhões para 62 milhões.
A companha para erredicar o trabalho infantil de 2011 começa agora no lançamento aqui em Genebra, no Brasil e no mundo. No Brasil foi lançada também a campanha do Brasil sem Míseria, são campanhas que se somam. Estamos firme na luta pela erradicação da miséria e do Trabalho Infantil.
* Escrito por: Expedito Solaney – Secretário Nacional de Políticas Sociais da CUT
Assédio Moral: trabalhadores com carteira assinada são mais visados
A pressão por produtividade é uns dos fatores determinantes de muitos transtornos à saúde dos trabalhadores, entre eles o assédio moral. Pesquisa realizada de janeiro de 2005 a janeiro de 2011, sob a coordenação da médica do trabalho Margarida Barreto, comprovou que os trabalhadores com carteira assinada são os que mais sofrem assédio moral em seus locais de trabalho, representando 40% do universo pesquisado.
Os servidores públicos, contratados através da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), correspondem a 34%; estagiários e pessoas em experiência, 4,5%; contratados por tempo de serviço, 3,5%; temporários, 1%; e outros,17%.
- Na maioria dos casos, os mais assediados são aqueles com vínculo formal (registrados ou por CLT). A pressão é maior porque eles representam grandes custos para a empresa. E, hoje em dia, o que as organizações querem é menos custos e mais produtividade – diz a médica.
Quanto aos informais, temporários e estagiários, como não têm vínculo com a empresa, por não existir um contrato formal, são menos pressionados a apresentar resultados.
A especialista explica que o assédio moral se caracteriza por atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, em que predominam as desqualificações e desmoralizações, constrangimentos e humilhações durante toda a jornada de trabalho, acarretando prejuízos práticos e emocionais para os trabalhadores e para a organização do trabalho.
Ainda de acordo com a pesquisa, 68% dos casos de assédio ocorrem em grandes empresas privadas, de caráter nacional ou internacional. O sexo masculino é o que mais pratica o assédio em relação aos seus funcionários, com 46,5%, enquanto que as mulheres, na posição de chefia, chegam a 31%. Os entrevistados também responderam que a atividade é contínua, ou seja, elas acontecem várias vezes por semana (68,3%). Apenas 19,5% disseram que a prática é realizada uma vez na semana e 12,2%, uma vez ao mês.
Do Observatório Social – Matéria de O Globo
Cid: trabalhadores conquistam plano de cargos e salários
Os trabalhadores da Cid Produtos Metalúrgicos já comemoram a conquista de um grande avanço para suas carreiras: a implantação do plano de cargos e salários na empresa, uma política clara que mostra a todos de onde partem nas funções assim que entram na empresa, até o final dos degraus de crescimento, com os valores salariais respectivos.
Essa é mais uma ação do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região que ouviu os trabalhadores da empresa, e trabalha há mais de ano pela solução que agora é realidade. Agora o trabalhador que entra no cargo inicial na produção recebe R$ 3,73 por hora, e após efetivado R$ 4,03 – podendo chegar até R$ 5,53 a hora, sem contar os aumentos salariais conquistados nas campanhas salariais pelo Sindicato.
Para o presidente do Sindicato, e também funcionário da empresa licenciado para dirigir a entidade, João Bruggmann, a nova política poderia ser melhor e maior. “Esse é um trabalho do nosso Sindicato, e uma conquista dos trabalhadores, unidos e ao lado da gente, que marca um novo momento. É certo que poderia e deve ser bem melhor, mas é o início. Outras empresas tem planos melhores, e isso pode levar a empresa a perder profissionais. Mas é a lei da oferta e procura, do melhor espaço. Parabéns a todos que acreditaram mais uma vez”, comentou o Presidente.
Recentemente o Sindicato conquistou as mesmas políticas – cada uma com seus valores e patamares diferenciados – na Schneider/Franklin e Metalúrgica Duque. Esse trabalho vai continuar firme.
Férias: menor de 18 e maior de 50 têm de tirar férias em período único
A legislação trabalhista brasileira estabelece que o trabalhador tenha direito a gozar de 20 a 30 dias consecutivos por ano de férias, sendo que aqueles que têm apenas 20 dias devem ter a compensação pelos outros 10 em forma de acréscimo no salário.
Uma prática muito comum é a divisão das férias em dois períodos, quando o trabalhador goza inicialmente 10 dias e deixa para tirar os 20 dias restantes em outro período; ou, da mesma forma, quando o trabalhador divide suas férias em dois períodos de 15 dias. A legislação brasileira apenas determina que nenhum destes períodos seja inferior a 10 dias corridos.
Vale lembrar que, para os trabalhadores menores de 18 anos e maiores de 50 é obrigatório o gozo de férias em um único período. Já para quem está fora desta faixa etária e pretende dividir o período de férias, ambos os períodos devem ser gozadas necessariamente entre 12 e 24 meses decorridos desde data da sua contratação, ou desde as últimas férias.
O objetivo das férias é proporcionar um período de descanso. Sendo assim, o trabalhador não pode se privar das férias nem por vontade própria e deverá consumir no mínimo 1/3 do período.
No Brasil, o direito às férias foi conquistado, junto com outros direitos dos trabalhadores, após as greves operárias do início do século XX na luta por melhores condições de trabalho, melhores salários e garantias trabalhistas.
Você sabia?
O termo Férias provém do latim ‘feria, -ae‘, singular de ‘feriae, -arum‘, que significava, entre os romanos, o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa.
A palavra latina encontra-se também na denominação dos dias da semana do calendário elaborado pelo imperador romano Constantino, no século III d.C., que os santificou com o nome de ‘feria’ e o sentido de comemoração religiosa: ‘Prima feria, Secunda feria, Tertia feria, Quarta feria, Quinta feria, Sexta feria e Septima feria‘.
No século IV, ainda por influência da Igreja, ‘prima feria’ foi substituído por ‘Dominicus dies‘ (dia do Senhor) e ‘septima feria‘ transformou-se em ‘sabbatu‘, dia em que os primeiros judeus cristãos se reuniam para orar. A língua portuguesa foi a única a manter a palavra ‘feira’ nos nomes dos dias de semana.
Do Meu Salário
Baile do Trabalhador será dia 30 de abril no Sítio Novo
Os dançarinos e dançarinas podem começar a preparar as pernas para o 8o. Baile do Trabalhador, a grande festa dos trabalhadores que já e tradição entre os mecânicos, metalúrgicos e têxteis e seus familiares, categorias que se congraçam no Dia do Trabalhador que é comemorado dia 1 de maio.
Como este ano a data cai no domingo, os Sindicatos dos Mecânicos, Metalúrgicos e Têxteis definiram que 30 de abril (sábado) é mais apropriado. O bailão será realizado novamente no Centro de Eventos Sítio Novo – Av. Santos Dumont, próximo ao Aeroporto – a partir das 22 horas. O grupo Explosão Fandangueira abre o baile a partir das 22 horas até meia-noite. A partir desse horário quem assume a festa é a banda Corpo e Alma do Rio Grande do Sul.
Os ingressos, somente para associados, começam a ser entregues no dia 18 de abril, próxima segunda-feira, diretamente na recepção do Sindicato dos Mecânicos – das 8 às 18 horas – na sede central do Sindicato – rua Luiz Niemeyer, 184 – Centro de Joinville. Os ingressos são gratuitos e limitados. Você trabalhador e trabalhadora associado ao Sindicato, não pode perder esta grande festa que visa homenagear a força e o talento de quem move o país.
Campanha Salarial 2011/2012 – São Bento do Sul já teve reunião; Joinville nem sinal de negociação!
As negociações da Campanha Salarial 2011/2012 começaram a caminhar, mas apenas em São Bento do Sul, onde o Sindicato negocia para todo o planalto norte. Na semana passada já houve a primeira rodada, onde o patronal apresentou o índice de 7,5% como aumento salarial, já rejeitado pela Comissão de Negociação do Sindicato, que não considera o índice ideal para repor perdas salariais com a inflação do período, que deve chegar entre 6,30 e 6,50%. As reuniões seguem adiante, mas é possível vislumbrar avanços em mais algumas rodadas que acontecerão.
Já em Joinville e região o patronal ainda continua a ignorar a pauta de reivindicações salariais e cláusulas sociais, e sequer definiu e aceitou inicio de negociações. Nenhuma reunião foi marcada até agora, e o Sindicato vai pressionar ainda mais as grandes empresas e médias, mobilizando os trabalhadores e trabalhadoras com o caminhão de som, explicando o descaso que os patrões demonstram novamente na hora de dividir seus enormes lucros com quem os produz. O Sindicato dos Mecânicos prorrogou a validade da atual convenção coletiva, já que a data-base é dia 1o. de abril, mantendo todos os efeitos enquanto a negociação não se define.
“Vamos aumentar e muito a pressão nas fábricas, explicando aos companheiros que as empresas não querem negociar, não tem interesse nenhum em valorizar quem lhes dá lucro. Não descartamos paralisações, como já fizemos na Duque”, informa o presidente João Bruggmann.
O que está para ser negociado
Apenas para maner atualizadas as informações aos leitores, seguem alguns detalhes: uma das maiores categorias de trabalhadores do norte catarinense reunindo cerca de 20 mil trabalhadores, os mecânicos aprovaram a pauta de reivindicação para a negociação coletiva reivindicando 12% de aumento nos salários, e a elevação do piso de R$ 685,00 para R$ 850,00, além da manutenção das clausulas sociais da atual convenção coletiva que vale até a data-base, que é 1º. de abril.
Segundo dados fornecidos pelo Dieese /SC, a inflação do período entre abril de 2010 e março deste ano deverá ficar entre 6,30 ou 6,50%.