Empresa chinesa se desculpa por comparar trabalhadores a animais

Publicado por Administrador 23 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

A Foxconn, gigante da indústria de componentes eletrônicos, pediu desculpas pelas recentes declarações de seu presidente, Terry Gou, que comparou os trabalhadores da empresa a animais.

A declaração do presidente teria acontecido na última sexta-feira (20) durante um encontro entre os executivos da empresa, de acordo com o Want China Times, site de notícias de Taiwan.

“A Foxconn tem uma força de trabalho de mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Seres humanos também são animais, e gerenciar 1 milhão de animais me dá dores de cabeça”, afirmou Gou durante o evento. Ainda de acordo com o portal de notícias, o presidente teria dito que queria aprender com o responsável pelo Zoológico de Taipei como “animais deveriam ser tratados”. As declarações de Gou geraram uma enxurrada de críticas por meio de redes sociais, principalmente.

A empresa emitiu um comunicado no qual pediu desculpas a “quem se sente ofendido”. No entanto, a Foxconn alegou que as declarações do presidente foram retiradas de contexto pela imprensa. Terry Gou foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo pelos leitores da revista norte-americana Time. O executivo planeja deslocar parte de suas operações para o Brasil, mas não especificou uma data para a nova empreitada.

Suicídio
As polêmicas que envolvem a Foxconn não se limitam apenas às declarações. No último dia 3 de novembro, cerca de 300 chineses que trabalham na empresa ameaçaram cometer suicídio coletivo caso não tivessem os salários elevados.De acordo com o jornal britânico The Sun, a empresa teria sugerido que os profissionais insatisfeitos pedissem demissão para receber o salário do mês. O acordo, entretanto, não foi cumprido e revoltou os funcionários.

A ameaça dos trabalhadores só não foi cumprida porque o prefeito da cidade de Wuhan convenceu os funcionários a não se matarem. A companhia prometeu rever as condições de seus trabalhadores, mas segundo a Sacom (Estudantes e Acadêmicos contra o mal-comportamento corporativo, na sigla em português), não cumpriu a promessa. A Foxconn fornece componentes eletrônicos para empresas como Dell, Hewlett-Packard, Microsoft, Nintendo, Sony e Motorola.

Do Opera Mundi

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ThyssenKrupp aposta no potencial do Brasil e EUA

Publicado por Administrador 23 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

A empresa alemã de siderurgia e engenharia ThyssenKrupp afirmou que ainda está convencida sobre o potencial de suas novas usinas no Brasil e nos EUA, apesar de a construção das fábricas ter sido muito mais cara do que o originalmente planejado. “Nós estamos convencidos de que o mercado americano oferece perspectivas promissoras para nossos produtos de aço plano premium”, declarou o executivo-chefe, Heinrich Hiesinger, aos acionistas da empresa durante a reunião anual geral realizada hoje.

No entanto, Hiesinger não respondeu diretamente a recentes relatos da imprensa que especularam que as unidades da ThyssenKrupp no Brasil e nos EUA poderiam ser vendidas. O executivo disse que a companhia está trabalhando duro para finalizar as fábricas e acrescentou que os custos das novas unidades terão de ser “otimizados”.

Hiesinger também reiterou que os resultados da ThyssenKrupp no primeiro trimestre fiscal de 2012 – que terminou em 30 de setembro – ficaram consideravelmente abaixo do nível do mesmo período do ano anterior. O desempenho fraco foi devido principalmente à queda nos volumes de vendas e nos ganhos em sua divisão de aço na Europa, que tem sofrido com a pequena demanda em razão do ambiente econômico incerto.

Um sólido desempenho na divisão de tecnologias – que fabrica produtos como elevadores e embarcações – foi contrabalançado pela redução dos lucros na unidade de aço europeia e pelas contínuas perdas na unidade de aço das Américas. As informações são da Dow Jones.

Da CNM/CUT

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Idosos na força de trabalho sobem 65% em dez anos

Publicado por Administrador 16 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

Censo mostra que 5,4 milhões de pessoas acima de 60 anos ainda fazem parte do mercado de trabalho, ante 3,3 milhões em 2000

Outro recorte nos dados do Censo 2010 mostra forte tendência de envelhecimento do trabalhador brasileiro na última década. A quantidade de pessoas com mais de 60 anos que está no mercado de trabalho cresceu 65% desde 2000. O número pulou de 3,3 milhões para 5,4 milhões em 2010.

O crescimento foi registrado em todas as regiões. Prova disso é que, entre os Estados que lideram o ranking, estão locais tão distantes quanto Distrito Federal (151%), Amapá (135%) e Santa Catarina (104,7%).

Traduzidos na realidade, os números indicam tanto um aumento absoluto na média de idade da população quanto a disposição dos brasileiros em trabalhar por mais tempo, mesmo depois de se aposentar. As regiões Norte e Centro-Oeste, locais de forte crescimento econômico nos últimos anos e recente formalização do mercado de trabalho, concentram a maior proporção de trabalhadores acima de 60 anos na sua força de trabalho.

Nessas duas regiões, quase 30% da população economicamente ativa tem mais de 60 anos. Já os Estados do Nordeste, com população mais jovem e baixa escolaridade nas gerações mais velhas, registram média menor que 25%. Pesa também o fato de a qualidade de vida do Brasil aumentar gradativamente, ajudando a elevar a expectativa de vida do brasileiro, hoje em 73,5 anos, segundo a última medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Motivos
São dois os principais motivos que servem de estímulo para os trabalhadores com mais de 60 anos voltarem ao mercado de trabalho: complemento da renda e satisfação pessoal.

A professora aposentada Maria Gisella Puglisi, de 73 anos, ficou 18 anos sem exercer atividade remunerada e “depois que os filhos casaram” voltou a procurar emprego. Hoje, já tem três netos. “Eu sou dada a mudanças, gosto de me manter ativa”, diz ela, que há oito anos trabalha numa unidade da Pizza Hut. “Cada dia tem uma novidade. Aqui sempre tem novidade, trabalho com muitos jovens”, enfatiza. “Eu falo sempre para eles (os jovens) serem bons profissionais, porque é muito importante. Eles estão construindo o alicerce da carreira”, diz Maria Gisella. Ela garante que o ritmo do trabalho não a assusta – são seis dias por semana, das 11 às 17 horas.

Além do salário complementar, a professora aposentada destaca os benefícios. “Além da ajuda (financeira), tem também o seguro saúde, o que acho fantástico.” Desde 2003, a empresa contrata pessoas com mais de 60 anos e essa faixa etária já responde por 10% dos 700 funcionários da rede. O trabalho inicial é no atendimento, mas há casos de profissionais que já chegaram a gerente.

A presença dos trabalhadores com mais de 60 anos no mercado também é reflexo da falta da mão de obra qualificada. Segundo o diretor de Operações da consultoria de RH Human Brasil, Fernando Montero da Costa, com o aquecimento do mercado de trabalho, as empresas estão tendo de recorrer aos profissionais mais velhos para preencher vagas de nível técnico mais alto.

“Existia no mercado uma onda dizendo que as pessoas mais jovens têm mais energia, disposição. Depois da crise econômica, houve uma mudança e passou-se a valorizar também a experiência”, diz. “Os selecionadores começaram a enxergar as pessoas mais seniores e também uma distribuição maior entre jovens e seniores nas equipes”, diz Costa.

O aquecimento do mercado de trabalho foi importante para compensar a queda no número de empregadores, como indica o último Censo. Enquanto no início da década 2,9% dos brasileiros empregavam outros trabalhadores, hoje esse porcentual caiu para 1,9%. Isso significa que houve maior concentração no tamanho das empresas.

SMABC

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Maior participação no mercado diminui a desigualdade

Publicado por Administrador 16 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

À medida que o ano chega ao fim, grande parte da conversa a respeito das mulheres –ao menos nos Estados Unidos– passou da ponderação e das desigualdades de gênero globais para a tendência das solteiras ganharem mais do que os homens e a ascensão do arrimo de família do sexo feminino.
Há tantos pontos de vista e teorias, alguns movidos por pesquisas independentes, outros pela experiência pessoal e ainda outros por uma mistura de ambos, que às vezes temos um quadro confuso, sempre provocador e ocasionalmente contraditório.

Para começar, as mulheres jovens de hoje –e não apenas nos Estados Unidos– estão rapidamente eliminando a desigualdade salarial, ou em alguns casos já a eliminaram. 

Elas estão se casando cada vez mais tarde, ou nem mesmo se casando. Elas não precisam mais de maridos para ter filhos, ou não querem filhos (40% dos nascimentos nos Estados Unidos a cada ano atualmente envolvem mães solteiras).

As mulheres estão à frente dos homens em educação (no ano passado, 55% dos formados nas faculdades americanas eram mulheres). E um estudo mostra que na maioria das cidades americanas, mulheres solteiras, com menos de 30 anos, sem filhos, estão ganhando em média 8% mais dinheiro do que seus pares do sexo masculino, com Atlanta e Miami à frente com 20%.

Apesar desse estudo envolvendo 2 mil comunidades ter sido realizado nos Estados Unidos, ele aponta para uma tendência global.

A ascensão desse segmento de mulheres jovens de alta renda e o número crescente de arrimos de família do sexo feminino estão transformando as relações de gênero, alterando os padrões de relacionamento, casamento e maternidade, criando um novo conflito entre os sexos, redefinindo o termo “arrimo de família” e inspirando tratados sobre a equalização do papel dos homens.
Isso está sendo chamado de desigualdade reversa de gênero.

Cada vez mais, mesmo que ainda não a maioria, as mulheres trabalham fora enquanto os maridos ou companheiros cuidam de uma parcela cada vez maior da frente doméstica.

Essa reversão de papéis, em desenvolvimento ao longo da última década, ocorre com muita frequência com certo estigma. “Muitos casais estão perfeitamente contentes e bem ajustados, mas enfrentam a oposição estigmatizadora de amigos, parentes e até das tradições religiosas”, disse Liza Mundy, uma integrante da New America Foundation e autora de um novo livro, “The Richer Sex: How the New Majority of Female Breadwinners Is Transforming Sex, Love and Family” (ou, “o sexo mais rico: com uma nova maioria de arrimos da família do sexo feminino está transformando o sexo, o amor e a família”, em tradução livre), com lançamento previsto para março.

O estigma, às vezes sutil, às vezes explícito, mina os relacionamentos entre as mulheres de alta renda e os maridos e namorados que ganham menos ou são “donos de casa”, e está causando caos, disse Mundy.

Ela conheceu mulheres de alta renda que, com medo de afugentarem os homens, concebem estratégias para minimizar sua riqueza. Uma mulher leva notas de baixo valor para pagar gorjetas, bebidas, estacionamento e outras despesas de encontros, em vez de usar seu cartão de crédito de limite elevado.

“Algumas dessas mulheres aprenderam do modo difícil que quando vão a bares, é melhor mentirem sobre o que fazem –dizendo que são maquiadoras ou professoras de música, em vez de consultoras de software ou advogadas”, disse Mundy.

 Diante de um pool cada vez menor de homens à altura delas, algumas mulheres se assentam e casam, mas outras pegam aviões para “excursões de namoro” até cidades como Nova York, San Francisco e Boston, onde o mercado de homens é mais promissor.

O que resultará deste novo mundo? “Eu acho que as mulheres terão que abandonar a mentalidade tradicional feminista de meio a meio, tudo precisa ser igual”, disse Mundy, “e aprender a valorizar os maridos e companheiros que estão se tornando mais domesticados e que dão mais apoio”.

Uma líder feminista, Siobhan (Sam) Bennett, presidente do não partidário Fundo de Campanha das Mulheres, não vê conflitos para as mulheres de alta renda no namoro, casamento e vida doméstica. Pelo contrário, ela disse: “Eu vejo grande oportunidade para essas mulheres de alta renda pedirem e conquistarem a flexibilidade que precisam para terem casamentos e famílias –suas vidas provavelmente serão diferentes daquelas que conhecemos– mas elas funcionarão para elas”.
A escritora Kate Bolick, editora de cultura da revista “Veranda” de estilo de vida, vê um quadro mais sombrio.

“À medida que as mulheres sobem cada vez mais alto, os homens estão ficando para trás”, ela disse em um artigo, “O que, me casar?”, na edição de novembro de “The Atlantic”. “Nós chegamos ao topo da escadaria, finalmente prontas para iniciar nossas vidas, apenas para encontrar uma sala cavernosa em fim da festa, onde a maioria dos homens já partiu, alguns nem mesmo vieram, e aqueles que permanecem estão olhando torto ao lado da mesa de queijos ou são aqueles com os quais você não quer sair.”

A situação não se restringe aos Estados Unidos. A tendência é global. Os homens japoneses e sul-coreanos estão importando noivas de países asiáticos mais pobres, com posturas tradicionais a respeito do casamento. Na Espanha, disse Mundy, ela encontrou mulheres de alta renda se casando com homens de países progressistas do Norte da Europa, como a Suécia, enquanto os homens espanhóis procuram noivas imigrantes de países mais convencionais de língua espanhola.

Por acaso, eu conheci recentemente uma parisiense de 29 anos, Natacha Richard, solteira e sem filhos, que veio para Nova York para trabalhar no ramo de beleza porque, ela disse, as mulheres têm mais oportunidades e liberdade nos Estados Unidos do que na França. As mulheres fizeram progressos lá, ela disse, mas não tanto quanto nos Estados Unidos.

“As mulheres aqui realizam o mesmo trabalho que os homens”, ela disse. “Elas recebem quase o mesmo e às vezes mais, fazendo o serviço melhor e, além disso, são as mulheres que têm filhos e que cuidam dos filhos. O que resta para os homens fazerem?”

Bolick disse: “Se, em todos os setores da sociedade, as mulheres estão em ascensão, e se a igualdade de gênero está ao alcance, isso significa que um regime de casamento baseado no domínio econômico do homem pode estar em extinção”.

Um motivo de comemoração? Apenas o futuro dirá.

Herald Tribune/CNMCUT

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Dilma: gerar emprego e aumentar renda são prioridades em 2012

Publicado por Administrador 9 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (9) que, em 2012, o governo pretende gerar mais renda, mais emprego e mais crescimento para o país. Segundo ela, o ano já começou com o que chamou de “boa notícia” – o aumento do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622.

“O aumento do mínimo é importante porque as famílias vão poder consumir mais e viver melhor. Com isso, vão criar mais demanda para nossa indústria, nosso comércio e o setor de serviços, mantendo o dinamismo e a roda da nossa economia girando para que o Brasil continue a crescer”, destacou.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que quase 40 milhões de brasileiros serão diretamente beneficiados pelo reajuste do salário mínimo. Desses, 20 milhões recebem a quantia exata estipulada pelo governo. Há também cerca de 20 milhões de aposentados e pensionistas que recebem o mesmo valor.

“Ou seja, dois em cada três aposentados receberão o reajuste. Para você ter uma ideia, esse aumento vai fazer circular cerca de R$ 47 bilhões na economia por causa do salário mínimo”, ressaltou.

A presidenta destacou ainda o reajuste de 4,5% na tabela do Imposto de Renda, que vai proporcionar um desconto maior no contracheque já a partir deste mês. Segundo ela, são 25 milhões de contribuintes pagando menos imposto, além de 800 mil isentos.

Dilma lembrou que as novas regras do Supersimples também entram em vigor em janeiro – para se enquadrar como microempresa, o limite de faturamento anual passou de R$ 240 mil para R$ 360 mil e, no caso de pequenas empresas, de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões.

“No final do ano passado, também reduzimos o imposto sobre produtos da linha branca, que são geladeiras, fogões, máquinas de lavar, entre outros. Essa redução continua valendo até março”, disse. “Nos orgulha muito sermos a sexta maior economia do mundo, mas nosso objetivo é garantir aos brasileiros mais renda e mais emprego.”

Da Ag. Brasil

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Lei equipara trabalho a distância a presencial

Publicado por Administrador 9 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

Empregadores devem ficar atentos ao enviar mensagens no celular e e-mail ou fazer ligações telefônicas a seus empregados fora do horário e local de trabalho. Lei sancionada no último dia 15 de dezembro pela presidenta Dilma Rousseff, que altera o artigo 6º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), equipara os efeitos jurídicos da subordinação exercida por meios eletrônicos à exercida por meios pessoais e diretos no trabalho.

Lei 12.551/2011 também assegura as mesmas garantias ao trabalho executado no domicílio do empregado e o realizado a distância ao que ocorre no estabelecimento do empregador. A condição é que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego.

O texto afirma ainda que “os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio”.

André Grandizoli, secretário-adjunto de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), explica que a medida representa o ajuste da legislação ao avanço da tecnologia. Para ele, a lei pode ser vista como “uma evolução, por reconhecer um tipo de trabalho que já ocorre, o chamado teletrabalho”.

“A modernidade chegou e a legislação acaba de se integrar a essa modernidade”, disse.

Na visão do secretário-adjunto, com as mudanças, não importa mais o local de trabalho, mas se o trabalhador executa a tarefa determinada pela empresa. Ele destaca ainda que pretende-se com esse dispositivo que o tempo do trabalhador em função do empregador seja reconhecido, independentemente do meio utilizado ou da presença física na empresa.

“Se o trabalhador estiver à disposição do empregador fora do local de trabalho, por meio telemático, ele deve receber horas extras”, destacou.

Do Meu Salário

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Sindicato retoma atividades normais

Publicado por Administrador 9 janeiro, 2012 Nenhum Comentário Imprimir

Após o descanso merecido entre Natal e Ano Novo, a equipe do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região retoma atividades a partir das 13 horas desta segunda-feira, 9 de janeiro. Alguns setores como assistência médica e odontológica iniciam seus atendimentos mais à frente no mês de janeiro, enquanto os demais setores já atendem normalmente a partir desta segunda.

A comunicação via site retorna com atualizações semanais durante o mês de janeiro, e volta a ser diária a partir de fevereiro, exceto claro quando de notícias muito importantes e relativas aos direitos dos trabalhadores, que merecerão abordagem imediata. Colônia de Férias e Centro Esportivo também mantém sua rotina para o lazer e prática esportiva dos associados.

A diretoria do Sindicato e sua equipe de trabalho desejam a todos os trabalhadores e trabalhadoras um 2012 cheio de oportunidades, saúde, empregos e paz, que tudo já esteja se encaminhando para a felicidade de toda a categoria mecânica, e já avisa a categoria que a Campanha Salarial 2012/2013 será dura, e a participação de todos juntos fará a diferença. Abraço a todos e vamos juntos, porque a luta continua companheiros.

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Trabalho prejudica saúde mental de um em cada cinco nos países ricos

Publicado por Administrador 12 dezembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Condições de saúde mental, como depressão e ansiedade, atingem um em cada cinco trabalhadores em países desenvolvidos, diz relatório da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo, divulgado nesta segunda-feira (12), mostra mais preocupação com os efeitos do cenário sobre a produtividade dos profissionais.

A OCDE reúne os países desenvolvidos do mundo, incluindo os Estados Unidos e os da União Europeia, que atualmente vivem severas crises econômicas. Uma conclusão do estudo é de que pessoas com doenças mentais ausentam-se mais frequentemente do trabalho por motivos médicos e, mesmo no serviço, produzem menos do que os demais. De 30% a 50% das demandas de direitos e benefícios de trabalhadores envolvem abalos à saúde mental.

Até 2020, a depressão será o segundo maior fator de doenças mundiais em todas as idades no mundo, segundo a OCDE. O relatório cita pesquisas recentes que estimam em 800 bilhões de euros – R$ 1,94 trilhões – as despesas anuais decorrentes da doença.

Fatores decisivos para causar problemas desse tipo, como o estresse no trabalho, devem aumentar nos próximos anos, segundo a organização. Sem cogitar rever conceitos relacionados a jornada ou organização do trabalho, o desafio destacado pelo relatório cabe a legisladores, de quem se esperam novas formas de combater esse “problema social e econômico”.

“O aumento da falta de segurança do emprego e a pressão hoje em dia nos espaços de trabalho devem agravar os problemas de saúde mental nos anos à frente”, admite o relatório. Os países ricos, que compõem a OCDE, vêm aumentar os padrões de estresse e situações de tensão no trabalho na última década.

“E diante da atual conjuntura econômica (de crise), cada vez mais pessoas estão preocupadas com a segurança no emprego.” Na prática, o relatório sugere que o medo de perder o posto de trabalho só irá agravar a situação.

Há um agravante relacionado à estrutura de tratamento de saúde dos países. No que diz respeito à saúde mental, a maioria, segundo o estudo, está mais centrada em males mais graves, como esquizofrenia, por exemplo. Uma atenção maior à depressão poderia favorecer a recuperação dos trabalhadores, permitindo sua permanência ou retorno às atividades. Metade dos casos sérios fica desacompanhada e 70% das ocorrências consideradas moderadas não recebem tratamento adequado.

Da Rede Brasil Atual

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Receita da indústria cresce mais que horas de trabalho

Publicado por Administrador 6 dezembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O faturamento da indústria cresceu pelo quinto mês consecutivo e, no acumulado deste ano, atingiu um nível quase quatro vezes superior ao de horas trabalhadas, indicou a pesquisa “Indicadores Industriais” de outubro, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O levantamento mostrou evolução de 5,4% no faturamento real do setor ao longo dos primeiros dez meses do ano. O aumento da atividade industrial, com base nas horas de produção, foi de 1,4%. A utilização da capacidade instalada da indústria no período teve um ligeiro avanço de 0,1 ponto percentual.

A trajetória de crescimento do faturamento real se mantém desde o fim do segundo trimestre do ano, de acordo com a CNI, e se “descola” das demais variáveis. Os ganhos cresceram tanto no ano que, mesmo se o faturamento de novembro e dezembro ficar estável, a indústria terá elevação de 4,4% no indicador. O cálculo levou em consideração os ganhos até outubro comparados com o resultado de todo o ano de 2010.

Em outubro, a indústria operou, em média, com 81,4% da capacidade instalada, de acordo com dados dessazonalizados. Esse é o menor nível desde fevereiro de 2010. “É quase estagnação”, avaliou o economista da CNI Marcelo de Ávila, ao citar os dados de atividade industrial. A quantidade de horas trabalhadas recuou 1,1% e o nível de operação da capacidade instalada em outubro caiu 1 ponto percentual em comparação com igual período do ano passado.

As condições favoráveis à importação incentivaram a entrada de bens importados, usados como insumos na indústria nacional. A CNI explicou que, com isso, a produção brasileira cai, mas o faturamento, que contabiliza a venda da mercadoria final, se eleva. O acúmulo de estoques indesejados também foi apontado como um dos motivos do avanço de 1,4% do faturamento do setor entre setembro e outubro, “descolado” da queda da atividade.

“Vem chegando um período de demanda fraca, que é o começo de ano. A indústria, ao ver estoques elevados, reduz o ritmo de produção para desovar as mercadorias”, afirmou o gerente-executivo da CNI, Renato da Fonseca. A demanda interna tem sido abaixo da esperada pelos empresários, completou o economista Marcelo de Ávila. A evolução do nível de estoque, segundo mostrou a “Sondagem Industrial” ficou em 52,4 pontos em outubro, o que representa acúmulo indesejado de mercadorias finais.

Entre os 19 setores da indústria de transformação, apenas quatro apresentaram queda no faturamento real em outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado. São eles: têxteis, vestuário, minerais não metálicos e móveis. “Eles estão em processo de maior competição com os produtos asiáticos que entram com preços mais baratos aqui e no mundo”, analisou o gerente Renato da Fonseca.

O mercado de trabalho da indústria, por outro lado, mostrou melhores resultados no mês. Depois de cair em setembro, o emprego no setor, com ajuste sazonal, avançou 0,2% em outubro. Os rendimentos médios reais, sem ajuste sazonal, recuaram 1,4% no mês, em relação a setembro. Essa foi a maior queda para outubro desde o início da série, em 2006.

Valor Econômico

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Seis em cada dez brasileiros trabalham mais de nove horas por dia

Publicado por Administrador 11 novembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

Difícil encontrar um brasileiro que trabalhe apenas oito horas por dia. Essa é a conclusão que se pode tirar de uma pesquisa realizada pela Regus. De acordo com o levantamento, feito com 12 mil pessoas em 85 países, sendo 500 no Brasil, 43% dos profissionais brasileiros dedicam entre nove e onze horas diárias ao trabalho e 17%, mais de onze. Os números estão acima da média global, já que, no mundo, 38% das pessoas dizem trabalhar cerca de 10 horas por dia e apenas 10% dedicam mais de 11 horas diárias ao escritório. “De uma maneira geral, a pressão por resultados impulsiona esse aumento na quantidade de horas trabalhadas no Brasil”, afirma Guilherme Ribeiro, diretor geral da Regus no país. 

Além das longas jornadas, o estudo comprovou que os profissionais também levam trabalho para casa com frequência. No Brasil, 46% fazem isso pelo menos três vezes na semana, contra 43% da média global. Aqui, apenas 14% afirmam nunca terminar as tarefas profissionais em casa. Os trabalhadores que mais levam pendências para onde moram são os sul-africanos, os americanos e os holandeses.

Ainda de acordo com a pesquisa, uma quantidade menor de mulheres estende a jornada para além de 11 horas diárias. No Brasil, apenas 4% o fazem, contra 20% dos homens. No mundo, a tendência é  a mesma: 5% contra 12%. Profissionais do sexo masculino também tendem a levar mais trabalho para casa. Entre os brasileiros, 49% dos homens o fazem pelo menos três vezes na semana, contra 30% das mulheres. Na média global, a proporção é semelhante, 48% e 32%. “As  mulheres têm sempre a segunda jornada, que envolve os cuidados com os filhos e a administração da casa, o que toma várias horas do dia. Por isso, muitas mães, quando possível, optam por uma jornada de trabalho flexível ou de meio período”, diz Ribeiro.

As pessoas que trabalham de forma remota costumam passar mais horas envolvidas com as tarefas profissionais, segundo a pesquisa. Entre os respondentes, 14% daqueles que exercem a função longe do escritório dedicam mais de 11 horas diárias ao trabalho, contra 6% dos que atuam na sede da empresa. No Brasil, 20% dos trabalhadores remotos exercem suas funções profissionais por mais de 11 horas diárias, contra 11% daqueles que vão todo dia ao escritório da companhia. “As pessoas que trabalham a distância conseguem ter maior tempo disponível para se dedicar às atividades, pois não ficam presas em congestionamentos ou sofrem com o estresse gerado pelo transporte coletivo”, conclui Ribeiro.

Valor

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