Excesso de violência nas TVs abertas pode causar problemas às crianças

Publicado por Administrador 8 dezembro, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

O excesso de violência exibido na programação das TVs abertas pode causar efeitos duradouros nas crianças, diz o diretor adjunto do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, Davi Pires.

“Algumas crianças podem sentir medo. Dependendo da faixa etária, podem ter pesadelos, problemas no sono, irritação durante o dia e até comportamentos violentos”, ressaltou Pires, ao participar de audiência pública sobre o assunto na Câmara. Ele destacou, porém, que o problema mais grave é achar que a violência é algo banal.

Davi Pires considera a classificação indicativa é importante para que pais e educadores protejam as crianças de cenas violentas exibidas na televisão. Ele lembrou que o critério para classificação de um programa por idade é a incidência de cenas de sexo, de uso de drogas e cenas violentas. “Programas jornalísticos, noticiosos, esportivos, eleitorais e publicidade não passam pela classificação”, explicou.

A classificação indicativa também foi defendida pela representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) na Coordenação Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Roseli Goffmann.

“As TVs no Brasil são controladas por poucas famílias. São concessões públicas. É mais do que razoável que obedeçam a normas e regras passíveis de punição”, disse. “A classificação indicativa é a única forma de regular as TVs”, completou.

A representante da Associação Brasileira de Radiodifusores, Heloísa Helena de Macedo, por sua vez, alertou que não cabe ao Estado definir a programação. Heloísa Helena defende que a classificação seja apenas indicativa, para que os pais em casa possam escolher o que vai ser assistido.

“Todo e qualquer controle deve ser combatido. Cabe aos pais educar os filhos. É um dever dos pais que não deve ser tomado pelo Estado ou agente”, destacou.

O excesso de violência exibido na programação das TVs abertas pode causar efeitos duradouros nas crianças, diz o diretor adjunto do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, Davi Pires.

“Algumas crianças podem sentir medo. Dependendo da faixa etária, podem ter pesadelos, problemas no sono, irritação durante o dia e até comportamentos violentos”, ressaltou Pires, ao participar de audiência pública sobre o assunto na Câmara. Ele destacou, porém, que o problema mais grave é achar que a violência é algo banal.

Davi Pires considera a classificação indicativa é importante para que pais e educadores protejam as crianças de cenas violentas exibidas na televisão. Ele lembrou que o critério para classificação de um programa por idade é a incidência de cenas de sexo, de uso de drogas e cenas violentas. “Programas jornalísticos, noticiosos, esportivos, eleitorais e publicidade não passam pela classificação”, explicou.

A classificação indicativa também foi defendida pela representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) na Coordenação Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Roseli Goffmann.

“As TVs no Brasil são controladas por poucas famílias. São concessões públicas. É mais do que razoável que obedeçam a normas e regras passíveis de punição”, disse. “A classificação indicativa é a única forma de regular as TVs”, completou.

A representante da Associação Brasileira de Radiodifusores, Heloísa Helena de Macedo, por sua vez, alertou que não cabe ao Estado definir a programação. Heloísa Helena defende que a classificação seja apenas indicativa, para que os pais em casa possam escolher o que vai ser assistido.

“Todo e qualquer controle deve ser combatido. Cabe aos pais educar os filhos. É um dever dos pais que não deve ser tomado pelo Estado ou agente”, destacou.

Agência Brasil

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Lei que incentiva presos a estudar e trabalhar pode ajudar a diminuir a violência

Publicado por Administrador 4 julho, 2011 Nenhum Comentário Imprimir

A lei que prevê a redução de pena para presidiários que estudarem e trabalharem, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, será bem-sucedida se houver empenho e vontade política das autoridades, segundo o advogado criminalista Alberto Toron. “Com o preso se qualificando pelo estudo ou pelo trabalho, temos uma possibilidade de diminuir os altíssimos índices de violência no país.”

A lei prevê que o detento que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto poderá estudar 12 horas por semana ou ter jornada semanal de trabalho de três dias. Em qualquer uma da situações, ele terá redução de pena de um dia a cada semana. Antes, a Lei de Execuções Penais previa apenas a remissão de pena por trabalho.

Os presos poderão cursar o ensino fundamental, médio, profissionalizante, superior, de formação ou de requalificação profissional. As aulas poderão ser presenciais ou a distância. Caso o detento cometa falta grave, ele perderá um terço do benefício já concedido. Em caso de reincidência, a perda será integral.

Segundo o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, esse benefício, previsto na Lei de Execuções Penais (LEP), já é reconhecida em vários estados com a autorização dos juízes. “Isso é uma interpretação com base em um direito assegurado pela Constituição. A educação é direito de todos, independentemente de estar preso ou não.”

Outro ponto importante, segundo Pereira, é a reintegração do preso à sociedade. “Ao ser preparar e estudar, ele terá uma chance maior de mudar de vida depois do cumprimento da pena.”

De acordo com o Ministério da Justiça, os estados têm autonomia para implantar atividades de estudo e de trabalho. Eles também são responsáveis por escolher a forma de implantar a redução da pena por estudo, mas devem seguir as diretrizes do Ministério da Educação (MEC) e as Diretrizes Nacionais de Educação em Prisões.

O professor de direito penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Mauro Arjona criticou a mudança na regra de execução penal para beneficiar quem estuda. Segundo ele, alguns detentos, embora não queiram realmente estudar, vão poder se beneficiar da medida. “A medida é valida, mas a proporção não é correta.” Para ele, a legislação deveria conceder redução de um dia de pena para cada cem horas de estudo. “Assim, você dá uma peneirada.”

Com a sanção da lei, apenas 8,9% da população carcerária será beneficiada. Dos 445,7 mil presos de todo o país, só 40 mil estudam. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), hoje 9,5 mil detentos estão sendo alfabetizados no sistema carcerário. Além disso, 22 mil cursam o ensino fundamental; 6,4 mil, o ensino médio; e 265, o ensino superior. Também há 1,6 mil presos cursando o ensino profissionalizante.

Da Agência Brasil

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Desarmamento: Governo vai antecipar campanha

Publicado por Administrador 12 abril, 2011 (1) Comentário Imprimir

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou ontem (11) que o governo decidiu, em parceria com entidades da sociedade civil, antecipar para maio o lançamento da campanha do desarmamento. A previsão inicial do ministério era dar início à campanha em junho.

Por sugestão do governo, a campanha deverá começar no próximo dia 6 de maio. A campanha vai durar até o final do ano, segundo o ministro. Na última campanha do desarmamento, realizada entre 31 de dezembro de 2008 e dezembro de 2009, foram recolhidas mais de 40 mil armas, informou Cardozo.

“Ficou absolutamente caracterizado que quando se realiza essas campanhas você tem uma redução muito forte na mortalidade, que se reduz mais de 50% no Brasil. Tínhamos previsto realizar uma campanha em junho, mas diante dessa tragédia (da escola de Realengo) decidimos sugerir a antecipação. Essas campanhas não são feitas sozinhas, são feitas em conjunto com a sociedade civil”, disse o ministro.

Um conselho, formado por integrantes do governo federal e de representantes da sociedade civil vai coordenar a implementação da campanha no país.
Na tarde desta segunda, Cardozo esteve reunido com representes do Instituto Sou da Paz e da Organização Não-Governamental Viva Rio.

Segundo o ministro, ainda não está definido o valor que o governo vai investir diretamente na campanha. Representantes do Banco do Brasil participaram da reunião e estudam formas de pagamento das indenizações aos proprietários que entregarem as armas.

Na última campanha, os valores variavam entre R$ 100 e R$ 300 por arma entregue. Segundo o ministro, também estão sendo discutidas formas de acelerar o pagamento das indenizações, que chegavam a demorar cerca de três meses. Atualmente, afirmou, o ministério dispõe de cerca de R$ 10 milhões para a campanha, mas o valor poderá ser aumentado.

Da Fecesc

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25 de novembro é o Dia Internacional pelo fim da violência contra as mulheres

Publicado por Administrador 23 novembro, 2010 Nenhum Comentário Imprimir

Na próxima quinta-feira,25 de novembro, é o Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. É um dia marcado, no mundo todo, por manifestações que reivindicam o direito a uma vida sem violência para todas as mulheres e afirmam em alto e bom som: VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES: TOLERÂNCIA NENHUMA!

Antecedendo a data, na quarta-feira (24), haverá a instalação da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência contra a mulher, no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, e a mobilização da CUT e das demais centrais e movimentos sociais pela ampliação das delegacias de atendimento às mulheres.

História de luta

A proposta de marcar o dia 25 de novembro como dia de luta pelo fim da violência contra mulheres surgiu no I Encontro Feminista Latino Americano e Caribenho, em 1981. Essa data foi escolhida para homenagear as três irmãs Mirabal (Maria, Patria e Minerva), da República Dominicana, que, em 1960, durante a ditadura Trujillo, foram brutalmente assassinadas.

A Violência contra as mulheres é um sério problema que atinge milhões de mulheres no mundo todo, e de maneira intensa, os países que compõem o MERCOSUL. Este ano, as Centrais Sindicais dos países que formam o Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estarão em Brasília, no Congresso Nacional, para em manifestação pública regional com diversos movimentos sociais e feministas, apresentar um diagnóstico e as estratégias no combate à violência contra mulheres construídas por cada País membro do MERCOSUL.

Nesta atividade, faremos um debate sobre a situação de violência vivida pelas as mulheres, as políticas existentes em cada País e os desafios para transformar o combate e a prevenção à Violência contra as mulheres como um objetivo permanente da sociedade, com o apoio de toda a sociedade Civil Organizada, principalmente de todo o Movimento Sindical regional.

Violência contra a Mulher: é preciso mudar essa realidade!

A violência sexista é aquela que a mulher sofre por ser mulher, e geralmente é praticada por homens muito próximos dela, como maridos, namorados, pais, irmãos, ou ex-companheiros. A violência sexista existe porque ainda existe o machismo e a desigualdade.

O combate à violência contra as mulheres costuma esbarrar no medo que a vítima tem de denunciar. Dessa forma, muitas mulheres acabam sofrendo diversos tipos de violência por anos consecutivos. Desde gritos e agressões verbais, até agressões físicas e violência sexual. Em alguns casos, a violência leva à morte.

A luta das mulheres, que vem de décadas, conquistou no Brasil uma importante vitória, que é a Lei Maria da Penha (Lei Nº11.340/2006). A partir dela, os agressores das mulheres passam a sofrer penas mais duras, além de se facilitarem os caminhos para que as mulheres denunciem e possam sair da situação de violência. Agora, precisamos ir além. Precisamos construir meios para que a violência sequer chegue a acontecer. Para isso, é necessário fortalecer as mulheres, garantir autonomia e liberdade para todas.

Tipos de violência contra a mulher:

• Sexual: forçar a mulher a ter relações sexuais e ou praticar atos sexuais que não a agradam (ou de forma agressiva); obrigá-la a ter relação sexual com outras pessoas ou presenciar outras pessoas tendo relações. Quando ocorre o estupro e abuso sexual, em casa ou fora dela, resultando também em lesões corporais, gravidez indesejada e problemas emocionais.

• Familiar: sofrida dentro da família, ou seja, nas relações entre os

membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural: pai, mãe, filho, marido, padrasto e outros.

• Física: ação ou omissão que coloquem ou causem dano à integridade física de uma pessoa.

• Moral: ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação de uma mulher. Uma forma de violência velada é o assédio moral.

• Psicológica: impedir uma mulher de trabalhar; se relacionar com familiares, amigos ou vizinhos; criticar seu desempenho sexual ou doméstico; desvalorizar sua aparência física; destruir ou esconder documentos ou objetos pessoais; manter outro relacionamento amoroso.

• Sexista: violência que sofrem as mulheres, por sua condição enquanto mulher. Ocorre sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social patriarcal que subordina o sexo feminino ao masculino.

• Material: não contribuir para a sobrevivência familiar, abandonar a casa deixando a família em desamparo ou sem assistência, quando a mulher está doente ou grávida

A luta das Centrais Sindicais é pelo Fim da Violência Sexista e Pela Igualdade entre Homens e Mulheres!

A idéia geral sobre a violência contra as mulheres é que se trata de uma situação extrema ou localizada, envolvendo pessoas individualmente.

Mas ela toca todas as mulheres, pois todas já tiveram medo, mudaram seu comportamento, limitaram suas opções pela ameaça da violência. Outra idéia equivocada é que a violência contra as mulheres é apenas um problema das classes baixas e das culturas “bárbaras”. No entanto, sabemos que esse tipo de violência é transversal e atravessa todas as classes sociais e diferentes culturas e religiões.

Para colocarmos um fim na violência sexista, é necessário construirmos um outro modelo de sociedade. Baseado na igualdade entre homens e mulheres em todas as esferas de suas vidas, seja em casa, no trabalho, nos estudos, ou em qualquer outro espaço.

O silêncio, a discriminação, a impunidade, a dependência econômica das mulheres em relação aos homens e as justificações teóricas e psicológicas toleram e agravam a violência para as mulheres.

Diga não à violência contra as Mulheres!

Denuncie! Combata a violência!

Da CUT Nacional

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Violência contra a criança gera custo social e político, diz médica

Publicado por Administrador 13 abril, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

A violência contra a criança gera um grande custo social e político para o Brasil. A avaliação é da professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que também atua como médica pediatra e em clínica de adolescentes, Evelyn Eisenstein. “Estamos gastando dinheiro em vez de fazermos prevenção”, disse.

Em entrevista à Agência Brasil, Evelyn afirmou que o Brasil não está investindo no futuro ao não dar a devida importância às políticas públicas voltadas para combater a violência contra os jovens e as crianças. E um dos resultados disso, segundo ela, é o desperdício de dinheiro com a saúde, quando se poderia estar investindo na prevenção.

“O custo é que em vez de estarmos educando crianças e adolescentes para a saúde, para serem cidadãos saudáveis, nós temos um custo de crianças e adolescentes doentes. Não só doentes chegando aos serviços de emergência e hospitais públicos por uso de drogas, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis ou problemas mentais e comportamentais. Também tem um custo nas escolas, com a repetência e as crianças saindo da escola. E tudo isso vem da violência”, afirmou.

Para ela, os recursos públicos voltados à infância e à juventude deveriam ser investidos em educação. Segundo Evelyn, outra conseqüência da violência é o trauma gerado nas crianças. “Violência gera trauma. Não existe bater por disciplina”, ressaltou. E, embora recorde que o trauma pode ser superado por meio de um tratamento psicoterapêutico, a pediatra ressalta que isso gera um “custo maior e demorado”.

“A prevenção é o melhor investimento no futuro e até no presente. O número de crianças doentes mostra que o Brasil não está investindo os recursos que, por lei, é obrigado a investir. A maior violência é o próprio país ser violento contra suas crianças e adolescentes. E banalizar a violência em vez de preveni-la”, afirmou.

Evelyn acredita que essa violência contra as crianças pode ser evitada se houver diálogo dentro de casa e se for de fato implementado o Estatuto da Criança e do Adolescente. Essa prevenção, de acordo com ela, começa em casa e na escola. “Com os pais, nas escolas, tentando resolver qual é a tensão ou qual é o problema familiar. Foi o desemprego, por exemplo? Por que que a criança se torna o bode expiatório? Por que ela acaba sendo o resultado dessa violência?”, indaga a professora.

Outro ponto importante na prevenção destacado por Evelyn é a responsabilidade do Estado. “Os gestores têm de realmente abrir os recursos da nação. Isso está no Estatuto da Criança e do Adolescente. Crianças e adolescentes, que são metade da população brasileira, são prioridade absoluta. Cadê os recursos para creches, escolas, hospitais e serviços que atendem as crianças e os adolescentes?”

Fonte: CNM/CUT e Ag. Brasil

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Pesquisa vai identificar fatores que levam os jovens ao crime

Publicado por Administrador 23 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir
Este ano, o Ministério da Justiça vai contar com um valioso instrumento para a efetivação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O projeto “Prevenção da Violência Entre Adolescentes e Jovens no Brasil: Estratégias de Atuação” vai identificar os fatores que levam essa parcela da população à violência letal – seja como vítima ou como agressora – e propor medidas de prevenção. Até o final de 2009, a pesquisa vai apresentar os primeiros resultados.

O estudo será desenvolvido em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No contexto atual, em que há escassez de pesquisas nesta área, o projeto vai mostrar onde estão as falhas e apontar soluções. “Procuramos identificar em que momento o Estado parou de assistir o jovem e não foi eficiente para impedir o ingresso desse jovem na trajetória da criminalidade”, explica Reinaldo Chaves Gomes, Coordenador de Políticas de Juventude / Pronasci-MJ.
 
Participarão do projeto adolescentes e jovens de 14 estados atendidos pelo Pronasci (AC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MG, PA, PE, PB, RJ, RS e SP). Cerca de 100 localidades em 33 municípios fornecerão conteúdo para a investigação. A pesquisa vai analisar pessoas com os seguintes perfis: idade entre 18 e 24 anos, presos ou reclusos; e de 12 a 21 anos – que cumprem medidas sócio-educativas de internação.

O estudo será realizado em três fases, desenvolvidas em paralelo: a pesquisa quanti-qualitativa, com a aplicação de entrevistas e a análise de grupos focais; a sistematização nacional de práticas de prevenção adotadas nas três esferas governamentais (municipal, estadual e federal), bem como em ONGs, igrejas, associações e outras entidades; e a capacitação de gestores para a prevenção, por meio de oficinas. Estão em andamento o planejamento e a sistematização da pesquisa.

Violência que gera violência – No Brasil, os jovens são alvos e também agentes dos atos de violência. Apesar de representarem 35% da população total do País, a faixa entre 18 e 29 anos de idade forma cerca de 54% da população carcerária. Como perfil, as vítimas da violência no país são, em sua maioria, do sexo masculino, residentes na periferia dos grandes centros urbanos, afro-descendentes. Também possuem baixo grau de escolaridade.

Fonte: Portal do Governo Brasileiro
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Agressões são responsáveis por 87% das violências em saúde

Publicado por Administrador 6 março, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Dados do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), do Ministério da Saúde, de 35 municípios em 27 estados brasileiros mostram que, em 2006, foram realizados um total de 46.531 atendimentos de violências e acidentes em serviços de urgência e emergência nessas cidades. Desses, 89,6% (41.677) foram devido a acidentes (sobretudo de trânsito e quedas) e 10,4% (4.854) a casos de violência. Com o Viva, foi possível traçar um perfil da violência e acidentes nos serviços de urgências e emergências nesse conjunto de municípios.

O baixo percentual de violência comparado a acidentes não significa que o país tenha pouca violência doméstica e maus tratos contra crianças, adolescentes e idosos. “Na verdade, isso ocorre porque essa violência muitas vezes é velada, nem chegam ao pronto-socorro, são atendidas no ambulatório de especialidade ou em um centro de referência de violência. Muitas das vítimas nem chegam a procurar algum serviço de saúde”, explica a coordenadora da Área de Prevenção de Violências, do Ministério da Saúde, Marta Silva.

Para uma violência sexual chegar ao serviço de urgência, geralmente, foi uma violência muito grave, como um estupro. O mesmo ocorre com as violências físicas que, quando chegam ao serviço de saúde, geralmente, é porque houve grave lesão corporal. “Quando se fala em violência, é importante sempre relacioná-la a uma intencionalidade”, completa Marta. 

Em relação à violência, o principal motivo de atendimento na urgência foram as agressões (4.223 atendimentos – ou 87%) e, em segundo lugar, as tentativas de suicídio (421 – ou 8,7%) e, por último, os maus tratos (210 – 4,3%). Os maus tratos caracterizam-se por uma forma de violência de repetição, podendo manifestar-se por meio de várias formas, como a violência física, sexual, psicológica, negligência e abandono.

AGRESSÕES
– O principal tipo de violência identificada na Viva foi a agressão física, seguido pela agressão por armas branca e de fogo. Os homens foram mais freqüentemente atingidos entre os casos de agressão, que inclui as tentativas de homicídio – representando 78% dos atendimentos. Quanto às tentativas de suicídio, homens são responsáveis por 44,7% dos atendimentos e mulheres, 55,3%. Porém, quando se compara o número de mortos por suicídio por sexo, a população masculina morre mais que a feminina. 

As mulheres são atendidas nas emergências primeiramente pelas agressões (948), seguido pelas tentativas de suicídio (233) e pelos maus tratos (138). Os atendimentos em emergência por tentativas de suicídio foram, principalmente, por envenenamento.

Dos atendimentos, o(a) provável autor(a) de agressão foi uma pessoa totalmente desconhecida da vítima (42,9%) e, depois, pessoa presente em seu meio de convívio social (39,3%), como colega de trabalho, amigo ou vizinho. Os maus tratos foram, na maioria das vezes, praticados por familiares, incluindo os pais, companheiros(as), filhos(as), padastros/madastras, dentre outros, com 72% dos atendimentos. “Esse fato é gravíssimo e mostra a triste realidade da violência doméstica em nosso país”.

A IMPORTÂNCIA DOS DADOS –
O estudo das urgências, como foi feito nesta edição do Saúde Brasil 2007, é estratégico, pois tenta identificar violências que estão mascaradas em “acidentes” como queimaduras, quedas, ou quaisquer frutos de maus tratos ou negligências. Isso porque muitos acidentes passam como tal, mas é preciso fazer uma investigação mais aprofundada, verificando a existência ou não de um ato intencional, pois pode ser na realidade uma violência.

O projeto Viva mostra que o perfil das violências e de acidentes que chegam às urgências difere dos levantamentos de mortalidade e morbidade hospitalar e traz um retrato do perfil das vítimas, do(a) provável autor(a) da agressão e dos meios utilizados mostrando uma outra face do fenômeno das violências no país.

A importância desse levantamento se dá, sobretudo, por sua amplitude, pois ele na de internação. “O grande público que chega à urgência, retorna para casa após realizar o procedimento de emergência, ou seja, muitas vezes não é internado e essa informação não entraria nas estatísticas do SUS se não existisse esse levantamento”, observa a técnica.

Fonte: Ministério da Saúde

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Trotes: Projeto de Lei prevê detenção para violência

Publicado por Administrador 16 fevereiro, 2009 Nenhum Comentário Imprimir

Os recentes atos de violência que aconteceram em São Paulo e Goiás retomaram as discussões no país sobre a prática de trotes na universidades. Após 14 anos em tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 1.023 de 1995, que criminaliza o trote violento, está pronto para ir à votação pelo Plenário, em regime de urgência, dependendo apenas da priorização dos deputados.

O projeto e mais 15 anexos consideram como contravenção penal os casos de trote estudantil,  quando esses atos submetem alguém à situação ridícula ou ofensiva. Como punição, o texto prevê detenção de um a cinco meses e multa que varia de R$ 100 a R$ 500.

Para a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, o ato violento deve ser combatido. “É necessário que haja a punição desses trotes violentos e humilhantes para que não seja uma tradição nacional. O trote deve ser um momento de incluir o estudante na comunidade acadêmica. Não é necessário criminalizar o trote, mas os crimes realizados no momento do trote”.

Lúcia cita a campanha Trote Cidadão, realizada pela UNE em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco), que incentiva a integração entre os calouros e veteranos. A iniciativa propõe formas alternativas de recepção dos calouros e repudia ações violentas nas universidades.

“O trabalho que fazemos integra a ação da Unesco chamada Oito Formas de Mudar o Mundo. Distribuímos materiais de conscientização aos veteranos em novembro e damos sugestões de trotes que beneficiem à comunidade como coleta seletiva de lixo e doações de sangue”, relata a presidente da UNE.

A Universidade de São Paulo (USP) criou há dez anos o Disque-Trote. Os alunos que se sentem agredidos com os trotes devem ligar para o telefone 0800-0121090 e denunciar o caso. Segundo o responsável pelo programa, professor Oswaldo Crisello Junior, houve uma grande redução no número de denúncias. A natureza das ocorrências também mudou.

“Hoje as queixas são sobre atividades que os alunos foram obrigados a participar, a pintura de calouros ou o corte de calças, mas fatos mais agressivos são mais raros”, destaca Crisello Junior.

A professora Suely Guimarães, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), lembra que o trote muitas vezes causa traumas ao jovem agredido que exigem tratamento demorado e que podem deixar reflexos até mesmo na idade adulta.

“O aluno quando passa no vestibular já está sob estresse, a frustração que um trote violento gera pode ser recuperável ou não. Em muitos casos é necessário o tratamento medicamentoso”, afirma Suely.

Segundo a psicóloga, é preciso destacar transformações sociais verificadas nos últimos anos, como mudanças no ambiente familiar. As crianças não são mais criadas livres, mas de forma reclusa, e o grande socializador tem sido o computador. Outro fator que pode influenciar o comportamento dos jovens é a ausência dos pais em casa, por causa do trabalho. Como conseqüência, tem sido cada vez mais comum jovens procurarem atividades que geram emoção e adrenalina, e, para isso, alguns chegam a usar drogas.

“Trotes violentos acontecem algumas vezes de forma acidental, ou pelo uso de drogas, mas não podemos descartar o caráter sádico de alguns jovens portadores de desvio de conduta. É importante que os pais e professores estejam atentos e observem o comportamento de seus filhos e alunos e, se necessário, devem procurar ajuda”, orienta a psicóloga.

Fonte: Ag. Brasil

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